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sábado, 20 de julho de 2013

{resenha} Underground Sports Bar

Eu tenho uma imensa frustração por nunca ter feito intercâmbio. Um mix de responsabilidades que tenho aqui no Brasil, com medo de perder o que construí até agora, com falta de dinheiro e de oportunidades me deixam presa em Recife (PE). Pensando nisso, tentei olhar de forma positiva o que ainda tenho para conhecer nessa cidade multicultural (enquanto crio um plano mirabolante para vazar de uma hora para outra). E aí me coloquei no lugar de turista da minha própria cidade e decidi encontrar tudo o que Recife esconde de mim, no dia a dia corrido de trabalho e estudos.

O projeto "turista da minha própria cidade" ainda está apenas na minha mente, haha, mas já achei legal trocar essa ideia com vocês. Seria fantástico descobrirmos lugares das cidades de outros blogueiros, não é? Então sintam-se à vontade para explorar locais que estão bem debaixo dos seus narizes! E não esqueçam de me convidar!

Foi com esse sentimento que fui ao pub Underground Sports Bar. Ele fica na avenida Boa Viagem, de frente para o mar. Entrar ali foi diferente, pois só frequento bares bem mais humildes. Em todo canto havia detalhes, e o dono obviamente queria trazer elementos londrinos para criar um ambiente bem estrangeiro. Primeiro que o significado de underground foi arquitetado mesmo: o bar tem umas escadas para baixo, pra tornar o negócio subterrâneo. Lá dentro é bem aconchegante e a iluminação é fraquinha, traz um mistério em cada mesa empoleira da gente toda arrumada. Acho que encontrei algumas pessoas alternativas de Recife que também devem frequentar o Castigliani Café, que falei no último post. Peguei da fanpage deles (não gostei muito dessa foto, mas é necessária para mostrar como é o bar): 


Fui com uns amores da minha vida e lemos o cardápio. Os preços estavam no nível do bar. Não tinha espetinho de gato por R$ 2 reais, mas tinham pratos que pareciam deliciosos! Não é um lugar perfeito para jantar, pois você vai gastar uma dinheirama com isso, mas é ideal para petiscar, enquanto toma uns chopps E/OU uns drinks bem elaborados. O atendimento também é legal, apesar de a gente ter implorado por um chopp umas 5x já no final da noite. Indico para quem mora aqui e nunca foi. Fazer aniversários lá também é uma ótima ideia! As fotos sairão com fundos incríveis e terão joguinhos divertidos para brincar com os amigos (sinuca e dardos) e ainda tem jukebox para uma seleção de músicas do seu gosto! Além disso, tem mais de vinte TV's espalhadas pelo pub, para quem curte lutas e jogos de futebol. Agora vá com a carteira cheia. Quem é de fora e quer entrar em um Recife britânico, pode correr pra lá também. O endereço também é vantajoso para quem quiser aproveitar depois para andar no calçadão de Boa Viagem, e vislumbrar a escuridão do mar. Entendam do que estou falando (imagens da fanpage): 


Como fomos de carro, pude levar minha câmera, vide mural, haha. Selecionei algumas para ilustrar a noite. Muito bom voltar a manusear um dos objetos que mais amo na vida, deu um pingo de esperança, sabe?


Em relação ao bar, só posso escrever sobre o que provei. E lá tem uma batata que foi para o top cinco dos meus pratos prediletos. É uma delícia! Também provamos um doce que era suculento aparentemente, mas me desapontou muito. A batata se chamava "rustic potatoes", e, segundo o cardápio, era isso: batatas rústicas fritas cobertas de cheddar, bacon crocante e ranch, sal sulfuroso e cebolinhas. Eu adicionaria "divino" às especificações. O doce se chamava vanilla iced brownie, e eu já havia suspirado muitas vezes em fotos de amigos do instagram. Mas olha, nunca mais eu peço, haha. O detalhe estava descrito assim: brownie gelado de baunilha com frutas vermelhas. Porém quando veio, também tinha nozes na sobremesa. Na minha opinião, foi aí que eles erraram. Tanto em incluir nozes, quanto em não detalhar isso no menu.




  


Deixei mais algumas fotos aqui, no flickr! E vocês, já pensaram em dar uma chance para a sua cidade e descobrir o que tem de novo por aí?

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Só para dizer que não morri

Estou escrevendo rapidamente para vocês não acharem que eu morri ou fui abduzida. O post anterior sobre o mistério do livro "A Metamorfose" trouxe comentários diversos sobre o tema. Gostaria de agradecer a todas as opiniões e atualizá-los: o anonimato permanece há mais de 1 mês. Continuo sem saber quem foi o remetente que deixou minha cabeça confusa. Só fico pensando que foi engano, pois se alguém fizesse isso, iria querer se mostrar depois, não? 

Bom, de qualquer forma, fica aí o incentivo para vocês fazerem com pessoas queridas. A ideia tem potencial para ser aproveitada e fazer um monte de gente feliz! Quem não leu a história, pode conferir aqui.

Confesso que ainda não li o livro. A despeito de estar de férias do trabalho, minha faculdade continua sugando minhas forças (e tempo) e outras prioridades estão tomando grande parte do dia. Além do mais, meus óculos de grau estão irremediavelmente arranhados e manchados - não me perguntem como. Então estou com dificuldade de ler, já que ser 4 olhos arranhados dá dor de cabeça e não ser também - maldito astigmatismo. Daí estou priorizando até as leituras, já que minha faculdade e um concurso público estão pedindo minha atenção. Sério, ando um poço de paciência, pois diariamente tenho dor de cabeça e até náuseas por causa desse problema visual. A boa notícia é que ontem finalmente consegui achar óculos lindos e baratos, do jeito que eu gosto. Para isso, precisei visitar 7 lojas, e por isso fui numa rua de Recife que é conhecida por ter apenas lojas desse ramo (ela se chama Manoel Borba). Encontrei o melhor custo-benefício na última loja, e de quebra ainda conheci a história da filhinha da vendedora, que estava na idade dos porquês e falava sem parar. Crianças nessa idade ensinam qualquer um a ter muuuuita paciência e, sobretudo, a refletir sobre as perguntas inocentes que são feitas. Tenho saudade dos meus irmãos com essa idade, juro.

Já que passei mais de 1 mês sem postar, decidi resumir esse tempo fora da blogosfera em fotos do Instagram. Pouco depois que a rede ficou disponível para Android, eu comprei um S2 da Samsung, e desde então posto esporadicamente qualquer coisa que der vontade. Muita gente tem raiva da "filosofia" do app Instagram, já que antes segregava para apenas possuidores de um iOS, e agora segrega para quem tem iOS e Android. Mas atualmente podemos visitar as fotos dessa rede no computador (antes não dava, só nos smartphones), então fica cada vez mais acessível. Meu namorado chama a rede de Estragão, já que as fotos perdem a qualidade e os filtros são limitados (existem apps que podem aumentar a variedade de edição de imagens), além de outras coisas bizarras. Em suma, eu adoro essa rede e vejo diariamente as atualizações de quem sigo, então pensei que seria legal mostrar isso aqui no blog:



1. Dia das Mães, mas eu postei uma foto com a minha avó, já que não a via há meses, por pura negligência recíproca. Pois é, nos afastamos de quem nós mais amamos, às vezes. Mas nunca é tarde para retomar o tempo perdido, certo? 2. Cinquenta anos de namoro. 3. Reunião de grupo para fazer um trabalho sobre Economia Brasileira. O tema era "Diretrizes da Política Externa do Brasil". Antes de começar, ficamos enrolando mais de duas horas em um restaurante delicioso aqui de Recife, o Atlântico, e um dos colegas pagou todas as cokes da mesa, pois ele foi contratado pela Coca-Cola o/ 4. Eu adorei essa foto! Foi tirada na Praia dos Carneiros, no litoral de Pernambuco. Veja como é jogar literalmente campo minado, haha. 5. Casal branquelo pegando um Sol e conhecendo algumas praias do Estado. Fomos nesse Catamarã Cavalo Marinho II. Compramos os ingressos em sites de oferta, então tudo ficou bem mais em conta. 6. A família do meu namorado sabe fazer sushi (obviamente namoro apenas por interesse), e por causa deles eu sei como preparar temakis e sushis (ficam deliciosos, mas não tão bonitos, haha). Tirei a foto do saquê que é usado no preparo daquele arroz específico. 7. Fui com minha cunhada na casa do namorado dela. Ela não lembrava onde era a entrada, e por esse motivo erramos três vezes o caminho. Seria mais estressante se eu não estivesse animada para comer sushi. Então com o tédio saiu essa foto monstruosa, haha. 8. Na festa da priminha do namorado. Eu adoro festa de criança, você só faz comer doces e salgados, se entope de refrigerante e ainda joga Xbox e vira rainha dos pirralhos (bom, nem sempre). 9. Primeira vez que me arrumei primeiro que o namorado, aí fiquei sem fazer nada por alguns minutos e saiu isso. 10. Inveja, mas daquelas boas, do sapatinho fofo da minha estagilinda. Tirei foto para lembrar de procurar algum parecido, haha.

Às vezes acho muito chato postar coisas sobre o simples cotidiano. Mas é tão legal reviver alguns dias, com a simples lembrança de fotos, que deu vontade de mostrar um lado mais pessoal aqui no blog. E é aquela história, a gente escreve o que dá na telha, né? Vou tentar resumir as fotos do Instagram mais vezes por aqui. Espero que gostem!

sexta-feira, 12 de abril de 2013

O mistério do livro "A Metamorfose"

É, eu sei. Parece que o título foi escrito por uma criança de 7 anos de idade. Porém é mais ou menos o que senti quando me deparei com o que ganhei ontem à tarde. Vou contar a história: 

Eu estava cochilando na minha cama enquanto ainda tinha minutos do meu horário de almoço (faço home office). Minha irmã entrou sem bater na porta, para variar um pouco, e eu tomei um susto. Ela trouxe um envelope amarelo, daqueles comuns, tamanho A4, e perguntou o que tinha dentro. "Sei lá, ué. Vou abrir!". Rasguei sem jeito o papel e retirei de lá um livro laranja. Corri os olhos para o título e li "A Metamorfose", de Franz Kafka. Tateei a aspereza quadriculada do objeto fino, prestei atenção aos detalhes da forma das imagens repetidas na capa e vi uma fitinha amarela, marcada nas páginas 38 e 39. Após visualizar alguns detalhes do presente confuso, peguei novamente o envelope e constatei que tinha lá um adesivo com as informações do destinatário, com meu nome e sobrenome, endereço completo e CEP. Não tinha remetente.

Agora não lembro exatamente se o recado que encontrei estava dentro do livro ou dentro do envelope, só sei que a pessoa que enviou "A Metamorfose" escreveu para mim em um papel branco, cortado um pouco mais da metade. Foi imprimido e digitado, então não tenho ideia da grafia. A forma como falava também não era nada familiar. Depois de ler o que o texto dizia, me senti em um filme. Daqueles em que acontece algo surreal e você tenta achar os porquês de tudo. Olhei para meus lados e minha primeira suspeita foi minha própria irmã. Eu disse algo como: "Vai, fala logo. Comprasse aonde esse exemplar?". Mas ela jurou não ter feito nada. Ela só achou o livro no 4º degrau das escadas da nossa casa (moramos no 1º andar), quando chegou da escola. Estranho, muito estranho, pensei. Começamos a tentar desvendar as características das pessoas que poderiam ter feito isso. De acordo com os fatos, e a cartinha digitada, chegamos às condições:
  1. É uma pessoa que sabe meu nome e sobrenome;
  2. É alguém que sabe meu endereço;
  3. Alguém que é daqui de Recife e sabe exatamente onde moro, pois o envelope não veio pelos Correios, foi deixado por alguém;
  4. Alguém que teve a ousadia de entrar no primeiro portão de casa, deixar a encomenda nas escadas, e sair de fininho, pois os vizinhos do térreo não viram nada OU alguém altamente habilidoso que jogou a encomenda através das grades do portão, e foi ninja a ponto de não rasgar o fino envelope amarelo;
  5. Alguém que quer me intrigar.
Além disso, essa pessoa já leu "A Metamorfose". Ela é um pouco egoísta, pois antes de entregar o lindo livro laranja, pensou em ficar com ele, e me pediu "perdão" por isso. Ela afirmou que o intuito dessa entrega era a existência desse pequeno mistério. Ela gosta de livros não apenas pelo seu conteúdo, mas também pela capa, existência de fitinhas marcadoras, etc. A escolha da obra foi feita por questões particulares, de preferência pela história do livro. O antigo leitor desse clássico afirmou que fazia tempo desde que lera a história de George Samsa. E por fim, ele transmitiu o significado básico que podemos esperar do conteúdo do livro, que seria ligado à metamorfose, mudança, transformação, e que isso significava evolução. Mas depois ele fala do outro sentido que eu posso descobrir, o sentido de Kafka. Eu só preciso "folhear as capas do livro laranja".

Minha extensa parte cética tenta encontrar as pessoas que podem se encaixar nas condições acima. Já falei com todas que estariam nesses filtros. Meu namorado disse que eu posso ter descoberto, mas a pessoa não quis admitir. Não descarto a possibilidade, mas continuo achando que o culpado pelo mistério ainda está no anonimato. Ao mesmo tempo, meu grande lado pessimista só está esperando alguém me sacanear de alguma forma, mas até agora nenhum pó de mico coçou minha pele, nem ninguém pegou o livro de volta. Além disso, cogitei a existência de alguma entrega aleatória, que por acaso me identificou e enviou um livro para fazer meu dia mais culto e feliz. Ou alguma seita secreta a qual buscou injetar literatura nas veias de jovens da era do Facebook, talvez.

O segredinho que vou contar aos meus amados leitores é que há uma minúscula parcela de esperança em mim. Esperança em dias melhores, pacíficos, em dias mágicos e em livros misteriosos, os quais chegam à sua casa sem passado, só futuro. Há dentro de mim algo que diz que eu ainda sou importante para o mundo, ainda importo na vida de um ou outro. Existe uma vozinha que fala: coisas incríveis e boas ainda acontecerão com você, Alien. Coisas até de outro mundo, quem sabe. 

Aí desde então sofri uma metamorfose e estou com 7 anos de novo: acredito em mágicas, e de quebra, em pessoas.







Notinha sobre as fotos: Tirei a primeira ontem, quando o Sol estava indo embora, e as posteriores hoje. Gostei dos céus diferentes, a despeito de terem sido capturados do mesmo lugar.

segunda-feira, 4 de março de 2013

{Book Tour} As vantagens de ser invisível


Aqui estou finalmente escrevendo sobre um amigo fictício. Bom, tentei dividir a postagem para ninguém se perder nesse mar de pensamentos e, por causa das divisões, vocês podem ler separadamente cada tópico, se quiserem. Mas tudo segue uma ordem, tá? Ou seja, é preferível ler tudo, he. Ah, gostaria de mandar um beijo especial para a Amanda, da Revista 21, e para todos os realizadores desse site genial. Aos demais leitores do blog, espero que gostem do conteúdo visível e invisível de hoje. E também espero que estejam todos bem. Obrigada!

*Importante: Nesse post, não estou explicitamente descrevendo o final, nem partes relevantes do decorrer do livro. Porém, obviamente escrevi alguns detalhes da história, como citações, dicas de filmes, livros, bandas e, é claro, minha percepção acerca das cartas de Charlie. Lá para o finalzinho terá um texto com spoilers devidamente indicados. Boa leitura!

SOBRE O BOOK TOUR

Eu nunca havia participado de um book tour antes. Na verdade, minha ignorância era grande a ponto de nunca ter ouvido falar. Quando a Revista 21 postou sobre isso, não hesitei em tentar a sorte. Houve um sorteio e, surpreendentemente, fui escolhida como a primeira a começar a leitura de As Vantagens de Ser Invisível, de Stephen Chbosky - mais nove blogueiros estão nessa jornada. O que me fez preencher o simples formulário foi a ideia do livro viajante ser uma divertida forma de incentivo à leitura,  o qual é intensificada pela integração entre os dez leitores, já que cada um deverá escrever sua percepção do livro. Achei tão legal o estímulo que penso em comandar, futuramente, um book tour com algum livro da minha humilde estante.

SOBRE O RECEBIMENTO DO LIVRO VIAJANTE

Como moro na mesma cidade de uma das redatoras da Revista 21, combinamos de trocar o livro sem intermédio dos Correios. Eu estava em casa, concentrada no home office, com cabelos rebeldes e despenteados, quando o telefone me assustou com o toque da Samsung - que eu nunca troco. Atendi e falei rapidamente para a voz masculina que desceria para apanhar a história. Cheguei ao térreo (minha casa fica no primeiro andar) e vislumbrei uma pessoa de verdade que, para mim, costumava ser um personagem de ficção, da vida escrita de Amanda, do Maças Verdes (que está fora do ar, como assim, produção?). Foi um sentimento engraçado e confuso, como se a realidade e ficção fossem uma coisa só, sem a costumeira linha tênue. Obviamente, no caso supracitado, a realidade e ficção eram mesmo uma coisa só, partindo da premissa de que o rapaz realmente existe, e Amanda sempre deixou claro a veracidade do que escrevia em seu blog. Mas a minha percepção não era exclusivamente assim. Entendeu? Bom, de qualquer forma, acho que deixei Wesley, noivo da Amanda, meio sem graça por comentar que o conhecia de crônicas, he. Ah vai, eu acharia legal ser reconhecida por aí.

No momento da troca do livro, pensei sobre "a realidade e ficção serem uma coisa só" justamente por causa da influência da leitura de As Vantagens de Ser Invisível, mais precisamente na parte do epílogo, em que tive um insight. Entendam: é que eu li o livro antes de a Revista 21 me mandar o viajante, pois tinha comprado o exemplar no ínterim do sorteio, divulgação dos participantes e recebimento. Além do mais, eu nunca acredito que posso ganhar sorteios, então a descrença na sorte me fez começar a devorar sobre o que Charlie - personagem principal - escrevia, antes mesmo de saber que teria a oportunidade de participar do book tour. Sobre esse insight, senti a estranheza de estar sendo vista por alguém, e a familiaridade de conhecer essa pessoa recaiu sobre minhas costas. Conhecer especificamente o próprio Charlie. Parece estupidez, mas a verdade é que senti uma conexão sem precedentes com o personagem, e ele estava ali, invisível, me observando. Senti isso na sala de espera do consultório do médico do coração, onde finalizei a leitura em meio a calafrios.


SOBRE "THE PERKS OF BEING A WALLFLOWER"

Para começar, o título original é esse aí de cima. O livro parece recente, provavelmente pela estreia do filme inspirado nele, mas é de 1999. A edição brasileira, no entanto, é de 2007. Essa literatura infantojuvenil traz um amontoado de cartas cronológicas escritas por Charlie - o garoto mais sensível que você conhecerá -, que escreve sinceramente sobre suas experiências, sensações, necessidades e vontades, para um destinatário que Charlie prefere manter em segredo. A história se passa em meados de 1991, e por isso cita diversos músicos da época. O livro é relativamente curto, com apenas 223 páginas, e é apresentado com 4 partes e epílogo. A citação "Eu me sinto infinito" vai marcar sua leitura com a primeira página, e a interpretação vai melhorar ao longo da história, assim que essa página se repetir. As 4 partes tratarão de um universo riquíssimo de assuntos, sentidos e vivenciados por Charlie. Traumas infantis, dramas familiares, suicídio, crises próprias da juventude, medos e experiências novas são alguns pontos descritos.

Um paradoxo que encontrei no livro, bem no início, foi um dos que mais me identifiquei: "Sou feliz e triste ao mesmo tempo". E é exatamente assim, como uma montanha-russa, que a vida de Charlie é mostrada ao longo dos meses.

SOBRE A CULTURA DO LIVRO

Como eu estava lendo para escrever uma resenha, saí anotando tudo o que acharia importante citar na postagem. Quando finalmente cheguei na última página do livro, percebi o quão importante foi ter rabiscado no "Organizer Memo Book" da Tilibra. Gostaria de criar essa rotina, mas sei da minha fome pelas histórias dos livros e o quanto isso dificulta o processo parar-para-escrever-rapidamente-algo-relevante-num-bloquinho. Risquei diversas folhinhas do bloco e percebi o quanto o livro estimula o leitor a ampliar sua bagagem cultural, por meio da menção de livros, filmes e músicas famosas da época. Poucos eu já conhecia e gostava, outros muitos estão sendo adicionados nas minhas redes sociais para não se perderem no limbo do esquecimento. Por conta  dessa peculiaridade, resolvi listar para vocês as referências encontradas no livro As Vantagens de Ser Invisível. Vai ficar mais fácil para ampliar os conhecimentos depois, no tempo de cada um. A margem de erro acobertará os momentos que não quis parar para escrever a dica do autor/esqueci de parar/não achei importante parar para escrever. Mas relaxem, a margem de erro foi seguramente baixa:

- Referências cinematográficas

1. Seriado MASH;
2. O barco do amor;
3. A ilha da fantasia;
4. A felicidade não se compra;
5. Os produtores;
6. A primeira noite de um homem;
7. Ensina-me a viver;
8. Minha vida de cachorro;
9. Sociedade dos poetas mortos;
10. A incrível verdade.

- Referências de livros

1. O Sol nasce para todos, de Harper Lee;
2. Este lado do paraíso, de F. Scott Fitzgerald;
3. Peter Pan, de J. M. Barrie;
4. O Grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald;
5. A Separate Peace, de John Knowles;
6. The Mayor of Castro Street, de Randy Shilts;
7. O apanhador no campo de centeio, J. D. Salinger;
8. Walden, de Henry David Thoreau;
9. On the road, de Jack Kerouac;
10. Naked Lunch, de William S. Burroughs;
11. Hamlet, de Shakespeare;
12. E. E. Cummings (escritor);
13. O estrangeiro, de Albert Camus;
14. The Fountainhead, de Ayn Rand;
15. A noite dos mortos-vivos, de John Russo.



- Referências musicais 

Reuni praticamente todas as músicas do livro em uma lista de reprodução muito amor. Só não consegui achar Daydream, dos Smashing Pumpkins, no Grooveshark. Enjoy!

1. Asleep, de The Smiths;
2. Blackbird, de The Beatles;
3. MLK, de U2;
4. Landslide, de Fleetwood Mac;
5. Laser Light Show, do Pink Floyd;
6. The Rocky Horror Picture Show (a peça);
7. Village People;
8. Blondie;
9. Nirvana;
10. Vapour Trail, de Ride;
11. Scarborough Fair, de Simon & Garfunkel;
12. A whiter shade of pale, de Procol Harum;
13. Time of no reply, do Nick Drake;
14. Dear prudence, dos Beatles;
15. Gypsy, da Suzanne Vega;
16. Nights in white satin, dos Moody Blues;
17. Daydream, dos Smashing Pumpkins;
18. Dusk, do Gênesis (antes do Phil Collins!);
19. Something, de Beatles;
20. Billie Holiday;
21. Broken Wings, de Mr. Mister;
22. I'm going home, de The Rocky Horror Picture Show;
23. Another Brick in the Wall, Pink Floyd - parte II.


SOBRE A HISTÓRIA [ATENÇÃO: SPOILERS SUTIS]

A narração é do próprio Charlie, garoto deveras solitário, e a partir da confiança que ele deposita no destinatário anônimo, revelações da sua vida particular são feitas por meio das cartas que ele sempre envia. Diante da necessidade de participar mais e fazer novos amigos na escola (ambiente de início hostil), Charlie conhece Patrick, divertido veterano da sala de "trabalhos manuais" [que inveja das escolas americanas!], e a partir dele conhece Sam, a meia-irmã de Patrick e a garota pela qual Charlie rapidamente se apaixona [minha gente, tá pra nascer alguém fofo e ingênuo como esse personagem ficcional!]. A partir dessas amizades, Charlie se depara com um universo de novos amigos, novas rotinas, novos lugares, inéditas drogas e principalmente experiências, como primeiro encontro, primeiro beijo. A parte mais hardcore do livro trata de assuntos polêmicos, e isso foi o que mais me encantou, já que eu comecei o livro com pouca fé, achando que seria meio bobinho. Aborto, homossexualidade, sexo, drogas, violência física, sobretudo em mulheres, abuso infantil e suicídio são temas abordados que incitam a reflexão de cada um. É incrível como ele é sensível a ponto de achar natural temas como a homossexualidade, e como ele é ingênuo a ponto de não perceber uma carta suicida. A sensatez também é vista quando ele decididamente não concorda com a violência que eventualmente sua irmã sofre com o namorado, já que ele lida querendo defender a irmã mais velha. Mas Charlie é, na maioria das vezes, uma pessoa que não se posiciona, não toma iniciativas e que aceita algumas situações apenas por não conseguir se expressar. Patrick diz: "Você vê as coisas. Você guarda silêncio sobre elas. E você compreende.”.

Os anos narrados são 1991 e 1992, e no decorrer da história, é perceptível a evolução da maturidade de Charlie, frente a tudo o que ele viveu. Além dos acontecimentos da vida dele, pode-se dizer que Charlie vai sendo lapidado pelo seu professor de inglês (Bill), o qual dá livros clássicos para o aluno durante todo o ano letivo. É legal a transformação da simples relação de aluno e professor para a de amigos, já que o professor acredita, escuta  e aconselha Charlie. Mais legal do que é isso são as diversas dicas de literatura estrangeira que você decerto ainda quer ler antes de morrer. Uma das citações que mais gosto no livro é feita pelo professor Bill, quando ele prevê que "A gente aceita o amor que acha que merece.". Adicionei a citação à foto que tirei em Curitiba, no Jardim Botânico. Lá, todas as plantas têm seu nome numa plaqueta, e essa florzinha amarela se chama "amor-perfeito". É ousadia demais ter essa citação nessa flor?


Já para o fim, o interessante do mistério do destinatário é que, no epílogo, eu tive a inédita sensação de conexão com o livro, já que eu me tornei o destinatário de Charlie, com a ajuda da minha percepção e imaginação. Achei, no mínimo, mágico. Sério, fiquei muito emocionada e até chorei com os calafrios que senti. Em outras palavras: pareci o Charlie afetado e sentimental, haha. E por isso que eu adorei esse livro - parafraseando a ideia inicial de Charlie: tão simples e tão complexo ao mesmo tempo.


sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

My Valentine

Aí dizem que é Valentine's day, e eu não entendo muito a tradição ser no dia 14 de fevereiro, pois sou brasileira, e aqui fomos influenciados pelo santo casamenteiro, santa igreja católica. Apesar disso, lembro das escolas que tinham o sistema de mensagens anônimas. Estudei em muitas, aprendi a ser novata sem medo. Alguns cartões foram enviados para mim, mas só de amigos. Fiquei secretamente feliz de não ter ficado sem nenhuma cartinha. 

Amor é todo dia, não? 

Lá vem aquela raiva estrondosa de datas comemorativas. Relação paradoxal, na verdade. A tradição faz a data especialíssima, mas a cultura do esperar-o-dia-de-comemorar-para-comemorar não parece sustentável a longo prazo. É preciso amar as pessoas como se não houvesse... nada. Só pela delicadeza do sentimento mesmo. Pelo egoísmo de se sentir bem, às custas dos outros - é, amor também é egocêntrico. À custa do afeto que nos proporcionam, do bem-estar. Ser querido pela velhinha da esquina, pelo fazedor de pães, pela vizinha que, quando criança, disse a uma menina de franja cortada (irregularmente) que ela poderia chamá-la de avó. Aí o amor cria mais de uma avó, mais de uma irmã, a exemplo da amiga de trocentos anos, tão fucking distinta de mim, tão amada pelas diferenças. É, ou deveria ser, amor para tudo e todo mundo: mãe, pai, gato, cachorro, país, violão. Namorado. Ou namorada, quem sabe o desejo toma conta? Mas Valentine's day é coisa de namoradinhos, right? A história conta a saga do São Valentine pelo amor. A condenação à morte por ele.

Bem, Valentine's day é coisa de casal, como ia dizendo. Mas aí vem a mania de questionar. Indago: os que vivem a três ficam de fora? E os que têm relações amorosas e até sexuais com bichos? E com mortos (lembrei inexoravelmente do Nicolas)? A delonga é motivada pelo medo do sentimento bom. E, hoje, o receio, a vergonha da manifestação pública. Ser feliz assusta quem um dia já viveu triste. Então penso que amar, no fim das contas, é um ato de extrema coragem.

Em outras palavras,
amo você, Nu.

1 riso + 1 beijo

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

la petite mort

Julia penteia os cabelos, faz um coque em formato de bolinha no topo. Pinta os olhos como os de gato, risca de vermelho os lábios. Põe vestido curto de estampa dificilmente reconhecível e corre para não se atrasar. É resistente. Vai gastar o tempo e dinheiro em cidade universitária, à noite, com estranhos, afeminados, afetados. Ingere gelatina verde, sente sabor adocicado seguido de ânsia de vômito. Promete não repetir a dose, todavia logo enche a boca de gummi beares repletos de álcool.

Amigos ao redor balbuciam, contudo nem estão ali, estão procurando outros amigos, mexendo nas redes sociais pelo 3G. Aqueles já não têm nada a acrescentar. Fuma cigarro azul, fino, sente o terror de um possível futuro câncer e jura não tragar mais, só em ocasiões especialíssimas. Lembra-se de Augustus, sente saudades da ficção. Não escuta nada nem ninguém em volta, só as batidas dúbias daquela música ruim, feita apenas para vender peitos e bundas e artistas sem coração. Ela até tem coração, muitíssimo obrigada, mas a cada dia que passa fica mais frio, bate menos, permanece mais distante dos que ama. 

É o câncer de pulmão que não irá se aproveitar do corpinho magro, graças a Deus. Pena que outro já se instaurou, a partir de memórias nojentas e hipócritas. Bebe sete latas para contabilizar o gasto da festa. Bebe rapidamente mais cinco, pois agora ela acertou na matemática. Ebriedade a faz pensar em como são estúpidos, como estão estagnados, enganados. Nada é real, só aquela semente que a fez mais vulnerável ainda. Coração continua frio, porém sensível. Quer chorar, mas está numa festa. Morre de amores e ódio por aqueles que a sufocaram de tanto rir e afogaram de tanto chorar. Quase a mataram de vez (lembra-se  em meio a risos frenéticos e medonhos)! Lágrimas rolam só para mostrar o quão fraca ainda é, o quanto ainda lembra. Finalmente o efeito da semente a faz sentir prazer em estar viva, cabe ali quase um orgasmo existencial, a despeito do horror, do desapontamento. Se o peito ainda pulsa, pensa olhando o céu, a esperança de júbilo não morreu.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

{meme} 2012: o ano apocalíptico

Sei que não deve ser muito bonito e, pior, (fucking) clichê, mas começo 2013 pedindo perdão por essa demora em atualizar esse cantinho aqui, que me faz tão bem. Talvez seja aquele sentimento estranho que, esporadicamente (ou não), nos acomete: nos afastamos daquilo que tanto amamos, por causa de distrações, trabalho, necessidades ou até outras paixões.

Bom, sem mais delongas, volto com muito orgulho para dizer que este será um ano revolucionário e feliz. Para mim e para vocês, tenho certeza. Bastam apenas atitudes, e aquela vontade de mudar o mundo. Feliz 2013, hihi.

Decidi fazer um overview do meu ano apocalíptico - o qual, graças ao calendário que usamos, já passou há  quase três dias! -, e acabei lendo um meme que poderia ajudar nisso (foi no Lace Place, blog que descobri há pouco tempo e já estou gostando). A essência do meme, que vocês já devem ter lido em outros blogs, é ter gratidão suficiente para elencar 15 coisas boas que ocorreram no ano, e mais 15 metas para 2013. Com meu ano foi predominantemente chato/triste/deprimente, vou ser birrenta e elencar, também, alguns desastres que aconteceram na minha humilde vida. Aqui embaixo postei a foto que tirei numa das primeiras luzes de 2012, e no momento que nem imaginava quanta dor eu podia suportar:


15 bizarrices deveras intensas:

- Amizades desfeitas (foram cinco, ao todo, então já vou contabilizando);
- Vontade suicida (só de leve, nada grave afinal estoy aquí, haha);
- Desilução amorosa;
- Decepções com um ou outro amado;
- Desistência do Projeto 365 dias (decorrente dos fatores supracitados, segundo Freud);
- Pintura de cabelo desastrosa e a bagatela de R$ 80 por água abaixo (foto aqui, mas não se engane, existe um filtro do ~estragão~);
- Mudança da casa materna, de Recife para Jaboatão dos Guararapes (rua Olimpia, vulgarmente conhecida como "fim do mundo", por ser longe demais);
- Problemas financeiros na família;
- Ida eterna do pitbull mais forte e carinhoso de todo o mundo (em memória);
- Irmão de um velho amigo com leucemia. Por favor, quem for de Recife (PE), doe sangue em nome de Marcus Nery. Aqui tem mais informações;
- Stress com faculdade.

15 belezinhas:


- Participação de protestos estudantis contra o aumento das passagens de ônibus;
- Experiências novas, efêmeras e psicodélicas (favor não associar às drogas ilícitas);
- Promoção na empresa em que trabalho (saí da vida de estagiária de pijama para a vida de funcionária, ainda de pijama!);
- Leitura de As Desventuras em Série (Lemony Snicket me fez gargalhar em momentos de tristeza, valeu muito a pena!);
- Show inédito de Paul McCartney (escrevi sobre isso aqui);
- Viagem à Curitiba (muito amor);
- Novos amigos feitos, com a característica de já serem colegas/amigos, mas terem se tornado pessoas incrivelmente especiais;
- Compra do S2 e do Notebook da Dell (estou satisfeita com ambas marcas, por enquanto);
- Carteira de habilitação (A e B o/);
- Mais um ano de faculdade finalizado (agora falta um ano e meio para a graduação!);
- Primeira doação de sangue (finalmente passei dos 50kg e me tornei capaz);
- Centenas de filmes vistos. A listagem dos que vi, a partir de setembro de 2012, se encontra aqui;
- Paixão por menino cheio de defeitos;
- Finalmente a compra da coleção de Harry Potter só para mim (nunca estimularam a leitura de HP quando eu era criança, mesmo assim li todos com a ajuda dos amiguinhos que emprestaram, e no final de dezembro peguei no Submarino uma promoção desta coleção colorida); 
- Consegui sobreviver ao apocalipse Maia (não foi um ano muito próspero, foi difícil fazer a listinha dos agradecimentos).


15 metas para 2013, o ano que será REVOLUCIONÁRIO:

- Criar o hábito da leitura diária de livros ou poemas;
- Fazer academia (Pilates, Yoga ou musculação mesmo);
- Reclamar menos, fazer mais;
- Estudar mais;
- Ser mais produtiva, em tudo o que interessar;
- Viajar para o Rio de Janeiro, para venerar Muse!!!!1;
- Pensar sobre intercâmbio;
- Pensar mais em mim e ser menos altruísta (se isso significar sofrimento ou ingratidão, haha);
- Ser mais segura;
- Ser mais equilibrada/zen, e menos estressada;
- Comprar um carro;
- Juntar dinheiro e manter a planilha de orçamento pessoal (baixei um arquivo xls no BM&F Bovespa, e estou customizando);
- Ser mais organizada;
- Ser mais família;
- Retomar estudos sobre fotografia.

Meu ano novo começou cheio de lama e gente bizarra, na praia de Candeias ao som de Capital Inicial. Muita confusão, muvuca e empurrões, mas a presença de pessoas amadas salvou um pouquinho a agonia do pandemônio.

E vocês, como estão?

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Desembargador Motta, 3574

Sabe qual é a sensação de fazer pela primeira vez alguma coisa que você sempre quis? Senti isso quando viajei sozinha para Curitiba, em julho deste ano. Recebi a oportunidade de desempenhar meu job lá no Paraná. Nunca tinha pisado no Sul do país, e sempre invejei o frio que faz por aqueles cantos. É claro que aceitei em milésimos de segundo! Foram só alguns dias, de quinta-feira até domingo: o bastante para recuperar a minha sanidade e vontade de viver, já que Recife e seus cidadãos, na época, estavam sufocando meu coraçãozinho. 

Foi uma experiência maravilhosa e por isso indico muito: viaje, nem que seja forever alone. É um baita remédio para a alma. E também aceite desafios sem pestanejar. Foi o que fiz: apresentei, pela primeira vez, o trabalho que venho fazendo apenas nos bastidores. Conheci meus importantes clientes e mostrei para eles meus conhecimentos de social media. Entendi mais o que eles esperavam de mim, da minha empresa. Conheci mais de mim mesma: o nervosismo ficou de lado quando falei de algo que fazia todos os dias e gostava muito. Respondi a dúvidas, ri com alguns achados do job e saí de lá morrendo de vontade de trabalhar mais ainda pelo que acredito.

A noite de sexta-feira, o sábado e a manhã do domingo foram os dias de turismo. Parecem poucos dias, mas com passeios planejados e otimização do tempo (para quê dormir mais de cinco horas, afinal?), tudo pareceu correr bem. Saí de lá pois era preciso, voltei para Recife com felicidade de reencontrar alguns amados. Tipo aquela célebre citação que é um filme: "viajo porque preciso, volto porque te amo". Isso nunca pareceu se encaixar tão bem no contexto daquele final de semana incrível com pessoas inéditas. 

Não tirei tantas fotos quanto gostaria, mas fiz uma seleção da viagem para vocês verem. O que mais me impressionou em Curitiba foi o planejamento de arborização da cidade. Fiquei completamente apaixonada pela limpeza das ruas, organização dos ônibus e demais serviços, e o verde que o lugar emanava a cada esquina. 

A dica para quem quer conhecer os principais pontos turísticos é pegar a Linha Turismo. Com ela, é possível conhecer os parques, praças, teatros, museus e demais atrações. Lembro que fiquei apaixonada pela Ópera de Arame, o Museu Oscar Niemeyer e o Jardim Botânico.



Meus momentos mais solitários: viajar no avião, conversando com estranhos que provavelmente nunca mais verei na vida, e devorar um café da manhã digno para um dia diferente de trabalho.


Essa foi a dica do meu cliente super fofo que almoçou comigo e com minha chefa. "The best burger in the world" é ousado no slogan, e tem realmente um sabor delicioso (e nem é tão caro). 



Pedacinhos do hostel que fiquei hospedada. Pimentinhas crescidas e quadrinhos bem feios na descida das escadas.


Alguém está vendo alguma coisa ali dentro? Esse é o chopp submarino, tomei lá no Schwarzwald - Bar do Alemão. Tem um canequinho ali, e no dia perguntei ao garçom se podia levar comigo. Ele foi bem sucinto e mandou olhar embaixo do canequinho, nem deu muita atenção. Estava escrito: "Este caneco foi roubado honestamente.". Morri de amores por esse lugar. 



  

Museu Oscar Niemeyer: espetacular. Quero voltar milhões de vezes!





Filho sendo abduzido no Jardim Botânico.




Essa florzinha amarela se chama amor perfeito. Sabia que encontraria um dia!


Uma das impressões que tive durante a viagem foi a demonstração inusitada de amor de algumas pessoas. Algo paradoxal: estou sempre aqui, nas ruas do Marco Zero, em casa fazendo home office, ou na faculdade. Quando viajo, eis que aparecem manifestações de amor puro - o que não ocorre com frequência na situação Aline no Recife. Sei que é extremamente corriqueiro mas, que tal colar na parede do quarto "é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã."?

Em suma: indico viagens, Curitiba e chopp geladíssimo. 
E muito amor para quem merece.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Sambinha, opinião e mantra

Quem gosta da Mallu Magalhães deve ter visto o clipe que foi lançado ontem na web. O nome da canção é Sambinha Bom, e definitivamente esse é o título que a descreve perfeitamente. A melodia é aveludada, a vozinha dela acalma o coração, e a letra é apaixonante e ainda tem o bônus de ser daquelas que NÃO grudam como chiclete na nossa mente. Apenas fluem com facilidade e naturalidade. 


Apesar de essa música já estar na minha playlist diária (desde o lançamento de Pitanga, o novo disco da Mallu crescidinha), para mim o vídeo exagerou demais no uso de HDR, mas por outro lado serviu para dar uma realidade aos contornos da pele da cantora. O vestido de cores quentes e longas fitas (que lindinho!), misturado com o quarto repleto de plantas, contrasta muito bem com a versão enregelante que aparece na segunda parte do vídeo - ela fica parecendo um alien, rs. Com as imagens rolando, interpretei a música de uma maneira bem romântica, e devaneei sobre uma garota que não aguenta mais se lamuriar por alguém que ama e está longe, e por esse motivo, canta essa canção que, como mágica, faz voltar aquele que ela quer tirar a roupa, entre outras coisas. Na minha leitura, a apresentação da filmagem ora quente, ora fria, busca passar o sentimento de felicidade e tristeza de alguém apaixonado, de acordo com a presença ou ausência do famigerado ser amado, respectivamente. Aprecia aqui:


Confesso que costumava ter vergonha da Mallu quando ela era mais novinha, apesar de sempre ter gostado do seu canto um tanto débil e sereno. Fiquei com esse sentimento zombeteiro (e ridículo) após assistir a entrevistas no Altas Horas e no Programa do Jô, e vislumbrar aquela menina adolescente sem nenhum tipo de preparo diante das câmeras. Ela parecia eternamente demente e falava de um jeito devagar que me irritava. Algumas pinturas no seu rosto me faziam franzir o cenho e contorcer os lábios em desaprovação, sem mencionar aqueles trapos que eu não conseguia acreditar que ela estava vestindo.

Hoje enxergo o quão estúpida era, e que minhas opiniões eram baseadas em uma mente fechada, a qual não tolerava artistas menos robóticos e verdadeiramente autênticos. Esse assunto me lembra daquela máxima do filme O Diário de Bridget Jones: legal é gostar de alguém pelo que ela realmente é, a despeito de todas as características que podem ser vistas como defeitos por nós. Quando eu li o livro (há alguns dias), revi o filme em seguida e dei print nessa parte memorável. Gente, pelo amor de Deus, todo mundo já viu esse filme, right? Se a resposta for negativa, evitem o spoiler nas imagens abaixo:

Por causa da ordem dos prints, faz mais sentido assim: "Sim, gosto muito de você. Do jeito que você é."

De modo que optei por escrever sobre a música da Mallu pelo simples fato de gostar dela, do jeito que ela é (mesmo com seu semblante eternamente chapado, rs). Estou repetindo esse mantra cotidianamente para esperar menos das pessoas, pois estou percebendo que o nível de frustração com a vida e o cosmos diminui drasticamente. E aí, se a palavra exigência for usada, que seja exclusivamente para minhas próprias mudanças. Ou no job, é claro.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Meme atual de um Alien

Vivi até hoje para receber meu segundo meme! Uma das melhores sensações que tenho é quando alguém lembra de mim. Sou dessas. Obrigadíssima, Carolina. Aproveitando a alegria que você me deu, ao me indicar, preciso salientar que adoro o que você escreve e compartilha com o mundo. Indico de todo o coração esse sweet blog.

Pois bem, o meme é bem curtinho. Só precisei preencher as lacunas sendo coerente comigo mesma. E, infelizmente, o momento não está dos mais jocosos. Optei por manter as mesmas frases, não por preguiça, mas por serem bem generalistas e, por isso, mais rápidas de serem respondidas. Também adicionei algumas fotos que ilustrassem as frases.

REGRAS
  • Completar todas as frases.
  • Repassar o meme para 5 pessoas e avisá-las sobre.
  • Ao repassar as frases, você pode optar por manter as mesmas ou inventar outras.

{Frases}
01) Sou muito _____________________.
02) Eu não suporto ___________________.
03) Eu nunca ________________________.
04) Eu já ___________________________.
05) Quando criança, eu _________________.
06) Neste exato momento, eu quero mesmo é _________________.
07) Eu morro de medo de _______________________.
08) Eu sempre __________________.
09) Se eu pudesse, ______________________.
10) Fico feliz quando _________________________.
11) Se pudesse voltar no tempo, eu ____________________.
12) Adoro assistir a ____________________.
13) Quero aprender _______________________.
14) Eu preciso ________________________.
15) Não gosto muito de ___________________. 

{Minhas respostas}
01) Sou muito imatura.

Essa fotografia foi um autorretrato kinda ugly

02) Eu não suporto surpresas ruins.
03) Eu nunca achei que sofreria tanto por culpa de pessoas queridas.
04) Eu já fiz um monte de besteiras.
05) Quando criança, eu era uma das pessoas mais felizes de todo o mundo.

Essa aqui foi mamãe ou papai que tirou. Olha o tamanho dos dentes de um Alienzinho, haha. Meu cabelo era enorme! E essa franja cortada toda errada? Vibe hipster aos 6 anos, do you know?

06) Neste exato momento, eu quero mesmo é superar problemas da melhor forma possível.
07) Eu morro de medo de perder pessoas importantes por fatos desimportantes.
08) Eu sempre quero tentar resolver as coisas.
09) Se eu pudesse, faria tudo ficar bem.
10) Fico feliz quando as pessoas lembram de mim de uma forma amável.

 Foto tirada por Allan.

11) Se pudesse voltar no tempo, eu não teria me envolvido com um monte de gente insignificante que me fez sofrer. 
12) Adoro assistir a filmes que criam novos pensamentos na minha vida, nem que sejam só por alguns dias.
13) Quero aprender a superar os baques da vida.
14) Eu preciso de pessoas que me amem e demonstrem isso.
15) Não gosto muito de ficar parada.

{Minhas blogueiras indicadas}

Dessa vez, diferente do meu primeiro meme, tive que fazer uma forcinha para uma seleção de apenas 5 blogueiras. Apesar de existirem mais, resolvi listar as meninas abaixo, e digo o motivo logo em seguida. Olha só quem são:
  • Isabella. Essa garota desenha, cria roupas, marca-páginas, quadros, pulseirinhas e ainda ensina para a gente! Também escreve o que sente e é engraçada. Gosto da Isabella. Ah, ela tem uma lojinha, viu? E o nome do blog dela é, por si só, uma felicidade: Strawberry Fields. Eu completaria com Foreveeeeer.
  • Gabriela. Escreve muito! Desde contos a postagens de fotografias e o que quiser, e é isso que eu amo na Gabriela. Um destaque são as descrições dos marcadores. Sempre acho genial (e engraçado).
  • Roberta. Gosto muito da forma como essa menina escreve, de um jeito tão maduro e bom de ler, inteligente, sagaz. As resenhas que faz de livros e filmes são muito ricas. Não tenho certeza de que ela participará desse meme, não vi nada parecido e, por isso, talvez o conceito do Brisa de Palavras não comporte esse tipo de postagem.
  • Camila. Comecei a lê-la recentemente. A sonoridade do nome do blog é deliciosa, Não me mande flores, e o motivo é melhor ainda. Segundo Camila, é para incentivar o incomum, o original. A autora é daquelas que adoram dividir dicas bem legais sobre assuntos interessantes. 
  • Danni. Blog novo na área, meninas! E eu aposto muito em você, Danni. Simplesmente me apaixonei pelas fotografias dessa publicitária. Inclusive os  favoritos do meu flickr estão repletos das fotos dela. 

Espero que vocês gostem da experiência de saber as próprias respostas que completam aquelas quinze indagações. Como vocês devem ter percebido, estou passando por maus bocados. Uma coisa boa nisso tudo é que a inspiração para criar histórias melancólicas e desafortunadas vem à tona, e os contos começam a reaparecer (tem que ver o lado positivo de tudo, não é mesmo?). 

© Escreva carla, escreva
Maira Gall