Música
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segunda-feira, 4 de março de 2013

{Book Tour} As vantagens de ser invisível


Aqui estou finalmente escrevendo sobre um amigo fictício. Bom, tentei dividir a postagem para ninguém se perder nesse mar de pensamentos e, por causa das divisões, vocês podem ler separadamente cada tópico, se quiserem. Mas tudo segue uma ordem, tá? Ou seja, é preferível ler tudo, he. Ah, gostaria de mandar um beijo especial para a Amanda, da Revista 21, e para todos os realizadores desse site genial. Aos demais leitores do blog, espero que gostem do conteúdo visível e invisível de hoje. E também espero que estejam todos bem. Obrigada!

*Importante: Nesse post, não estou explicitamente descrevendo o final, nem partes relevantes do decorrer do livro. Porém, obviamente escrevi alguns detalhes da história, como citações, dicas de filmes, livros, bandas e, é claro, minha percepção acerca das cartas de Charlie. Lá para o finalzinho terá um texto com spoilers devidamente indicados. Boa leitura!

SOBRE O BOOK TOUR

Eu nunca havia participado de um book tour antes. Na verdade, minha ignorância era grande a ponto de nunca ter ouvido falar. Quando a Revista 21 postou sobre isso, não hesitei em tentar a sorte. Houve um sorteio e, surpreendentemente, fui escolhida como a primeira a começar a leitura de As Vantagens de Ser Invisível, de Stephen Chbosky - mais nove blogueiros estão nessa jornada. O que me fez preencher o simples formulário foi a ideia do livro viajante ser uma divertida forma de incentivo à leitura,  o qual é intensificada pela integração entre os dez leitores, já que cada um deverá escrever sua percepção do livro. Achei tão legal o estímulo que penso em comandar, futuramente, um book tour com algum livro da minha humilde estante.

SOBRE O RECEBIMENTO DO LIVRO VIAJANTE

Como moro na mesma cidade de uma das redatoras da Revista 21, combinamos de trocar o livro sem intermédio dos Correios. Eu estava em casa, concentrada no home office, com cabelos rebeldes e despenteados, quando o telefone me assustou com o toque da Samsung - que eu nunca troco. Atendi e falei rapidamente para a voz masculina que desceria para apanhar a história. Cheguei ao térreo (minha casa fica no primeiro andar) e vislumbrei uma pessoa de verdade que, para mim, costumava ser um personagem de ficção, da vida escrita de Amanda, do Maças Verdes (que está fora do ar, como assim, produção?). Foi um sentimento engraçado e confuso, como se a realidade e ficção fossem uma coisa só, sem a costumeira linha tênue. Obviamente, no caso supracitado, a realidade e ficção eram mesmo uma coisa só, partindo da premissa de que o rapaz realmente existe, e Amanda sempre deixou claro a veracidade do que escrevia em seu blog. Mas a minha percepção não era exclusivamente assim. Entendeu? Bom, de qualquer forma, acho que deixei Wesley, noivo da Amanda, meio sem graça por comentar que o conhecia de crônicas, he. Ah vai, eu acharia legal ser reconhecida por aí.

No momento da troca do livro, pensei sobre "a realidade e ficção serem uma coisa só" justamente por causa da influência da leitura de As Vantagens de Ser Invisível, mais precisamente na parte do epílogo, em que tive um insight. Entendam: é que eu li o livro antes de a Revista 21 me mandar o viajante, pois tinha comprado o exemplar no ínterim do sorteio, divulgação dos participantes e recebimento. Além do mais, eu nunca acredito que posso ganhar sorteios, então a descrença na sorte me fez começar a devorar sobre o que Charlie - personagem principal - escrevia, antes mesmo de saber que teria a oportunidade de participar do book tour. Sobre esse insight, senti a estranheza de estar sendo vista por alguém, e a familiaridade de conhecer essa pessoa recaiu sobre minhas costas. Conhecer especificamente o próprio Charlie. Parece estupidez, mas a verdade é que senti uma conexão sem precedentes com o personagem, e ele estava ali, invisível, me observando. Senti isso na sala de espera do consultório do médico do coração, onde finalizei a leitura em meio a calafrios.


SOBRE "THE PERKS OF BEING A WALLFLOWER"

Para começar, o título original é esse aí de cima. O livro parece recente, provavelmente pela estreia do filme inspirado nele, mas é de 1999. A edição brasileira, no entanto, é de 2007. Essa literatura infantojuvenil traz um amontoado de cartas cronológicas escritas por Charlie - o garoto mais sensível que você conhecerá -, que escreve sinceramente sobre suas experiências, sensações, necessidades e vontades, para um destinatário que Charlie prefere manter em segredo. A história se passa em meados de 1991, e por isso cita diversos músicos da época. O livro é relativamente curto, com apenas 223 páginas, e é apresentado com 4 partes e epílogo. A citação "Eu me sinto infinito" vai marcar sua leitura com a primeira página, e a interpretação vai melhorar ao longo da história, assim que essa página se repetir. As 4 partes tratarão de um universo riquíssimo de assuntos, sentidos e vivenciados por Charlie. Traumas infantis, dramas familiares, suicídio, crises próprias da juventude, medos e experiências novas são alguns pontos descritos.

Um paradoxo que encontrei no livro, bem no início, foi um dos que mais me identifiquei: "Sou feliz e triste ao mesmo tempo". E é exatamente assim, como uma montanha-russa, que a vida de Charlie é mostrada ao longo dos meses.

SOBRE A CULTURA DO LIVRO

Como eu estava lendo para escrever uma resenha, saí anotando tudo o que acharia importante citar na postagem. Quando finalmente cheguei na última página do livro, percebi o quão importante foi ter rabiscado no "Organizer Memo Book" da Tilibra. Gostaria de criar essa rotina, mas sei da minha fome pelas histórias dos livros e o quanto isso dificulta o processo parar-para-escrever-rapidamente-algo-relevante-num-bloquinho. Risquei diversas folhinhas do bloco e percebi o quanto o livro estimula o leitor a ampliar sua bagagem cultural, por meio da menção de livros, filmes e músicas famosas da época. Poucos eu já conhecia e gostava, outros muitos estão sendo adicionados nas minhas redes sociais para não se perderem no limbo do esquecimento. Por conta  dessa peculiaridade, resolvi listar para vocês as referências encontradas no livro As Vantagens de Ser Invisível. Vai ficar mais fácil para ampliar os conhecimentos depois, no tempo de cada um. A margem de erro acobertará os momentos que não quis parar para escrever a dica do autor/esqueci de parar/não achei importante parar para escrever. Mas relaxem, a margem de erro foi seguramente baixa:

- Referências cinematográficas

1. Seriado MASH;
2. O barco do amor;
3. A ilha da fantasia;
4. A felicidade não se compra;
5. Os produtores;
6. A primeira noite de um homem;
7. Ensina-me a viver;
8. Minha vida de cachorro;
9. Sociedade dos poetas mortos;
10. A incrível verdade.

- Referências de livros

1. O Sol nasce para todos, de Harper Lee;
2. Este lado do paraíso, de F. Scott Fitzgerald;
3. Peter Pan, de J. M. Barrie;
4. O Grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald;
5. A Separate Peace, de John Knowles;
6. The Mayor of Castro Street, de Randy Shilts;
7. O apanhador no campo de centeio, J. D. Salinger;
8. Walden, de Henry David Thoreau;
9. On the road, de Jack Kerouac;
10. Naked Lunch, de William S. Burroughs;
11. Hamlet, de Shakespeare;
12. E. E. Cummings (escritor);
13. O estrangeiro, de Albert Camus;
14. The Fountainhead, de Ayn Rand;
15. A noite dos mortos-vivos, de John Russo.



- Referências musicais 

Reuni praticamente todas as músicas do livro em uma lista de reprodução muito amor. Só não consegui achar Daydream, dos Smashing Pumpkins, no Grooveshark. Enjoy!

1. Asleep, de The Smiths;
2. Blackbird, de The Beatles;
3. MLK, de U2;
4. Landslide, de Fleetwood Mac;
5. Laser Light Show, do Pink Floyd;
6. The Rocky Horror Picture Show (a peça);
7. Village People;
8. Blondie;
9. Nirvana;
10. Vapour Trail, de Ride;
11. Scarborough Fair, de Simon & Garfunkel;
12. A whiter shade of pale, de Procol Harum;
13. Time of no reply, do Nick Drake;
14. Dear prudence, dos Beatles;
15. Gypsy, da Suzanne Vega;
16. Nights in white satin, dos Moody Blues;
17. Daydream, dos Smashing Pumpkins;
18. Dusk, do Gênesis (antes do Phil Collins!);
19. Something, de Beatles;
20. Billie Holiday;
21. Broken Wings, de Mr. Mister;
22. I'm going home, de The Rocky Horror Picture Show;
23. Another Brick in the Wall, Pink Floyd - parte II.


SOBRE A HISTÓRIA [ATENÇÃO: SPOILERS SUTIS]

A narração é do próprio Charlie, garoto deveras solitário, e a partir da confiança que ele deposita no destinatário anônimo, revelações da sua vida particular são feitas por meio das cartas que ele sempre envia. Diante da necessidade de participar mais e fazer novos amigos na escola (ambiente de início hostil), Charlie conhece Patrick, divertido veterano da sala de "trabalhos manuais" [que inveja das escolas americanas!], e a partir dele conhece Sam, a meia-irmã de Patrick e a garota pela qual Charlie rapidamente se apaixona [minha gente, tá pra nascer alguém fofo e ingênuo como esse personagem ficcional!]. A partir dessas amizades, Charlie se depara com um universo de novos amigos, novas rotinas, novos lugares, inéditas drogas e principalmente experiências, como primeiro encontro, primeiro beijo. A parte mais hardcore do livro trata de assuntos polêmicos, e isso foi o que mais me encantou, já que eu comecei o livro com pouca fé, achando que seria meio bobinho. Aborto, homossexualidade, sexo, drogas, violência física, sobretudo em mulheres, abuso infantil e suicídio são temas abordados que incitam a reflexão de cada um. É incrível como ele é sensível a ponto de achar natural temas como a homossexualidade, e como ele é ingênuo a ponto de não perceber uma carta suicida. A sensatez também é vista quando ele decididamente não concorda com a violência que eventualmente sua irmã sofre com o namorado, já que ele lida querendo defender a irmã mais velha. Mas Charlie é, na maioria das vezes, uma pessoa que não se posiciona, não toma iniciativas e que aceita algumas situações apenas por não conseguir se expressar. Patrick diz: "Você vê as coisas. Você guarda silêncio sobre elas. E você compreende.”.

Os anos narrados são 1991 e 1992, e no decorrer da história, é perceptível a evolução da maturidade de Charlie, frente a tudo o que ele viveu. Além dos acontecimentos da vida dele, pode-se dizer que Charlie vai sendo lapidado pelo seu professor de inglês (Bill), o qual dá livros clássicos para o aluno durante todo o ano letivo. É legal a transformação da simples relação de aluno e professor para a de amigos, já que o professor acredita, escuta  e aconselha Charlie. Mais legal do que é isso são as diversas dicas de literatura estrangeira que você decerto ainda quer ler antes de morrer. Uma das citações que mais gosto no livro é feita pelo professor Bill, quando ele prevê que "A gente aceita o amor que acha que merece.". Adicionei a citação à foto que tirei em Curitiba, no Jardim Botânico. Lá, todas as plantas têm seu nome numa plaqueta, e essa florzinha amarela se chama "amor-perfeito". É ousadia demais ter essa citação nessa flor?


Já para o fim, o interessante do mistério do destinatário é que, no epílogo, eu tive a inédita sensação de conexão com o livro, já que eu me tornei o destinatário de Charlie, com a ajuda da minha percepção e imaginação. Achei, no mínimo, mágico. Sério, fiquei muito emocionada e até chorei com os calafrios que senti. Em outras palavras: pareci o Charlie afetado e sentimental, haha. E por isso que eu adorei esse livro - parafraseando a ideia inicial de Charlie: tão simples e tão complexo ao mesmo tempo.


terça-feira, 22 de janeiro de 2013

{filme} Save the Date

Achei esse filme só por causa da bela Lizzy Caplan. Lembro de ter amado a atuação especial dela no seriado True Blood e também em filmes como Mean Girls. Fiquei um pouco tensa vendo o desempenho em Cloverfield e no Bachelorette só deu para ficar com vontade de ter a franjinha dela, não curti muito a história. Fiquei desapontadíssima com a nota que o senhor IMDB deu: 4.8. Mas não se abale. Há vários elementos bons no filme em questão, listados logo mais.  


{sinopse}
A história é sobre a rejeição de Sarah (Lizzy) diante do repentino pedido de casamento de Kevin (Geoffrey Arend) e do posterior envolvimento dela com Jonathan (Mark Webber), além do desenrolar dos preparativos de casamento de sua irmã Beth (Alison Brie). Olha o trailer:


{blá blá blá}
Eu sei, parece fucking clichê e, pior: simplório. Pode ser recorrente, mas falar sobre isso nem sempre é simples, pelo contrário: há muita complexidade quando se fala de sentimentos, rótulos, mudança de vida. O tema realmente não foge ao costumeiro assunto que permeia esporadicamente (ou sempre?) nossas cabecinhas: o amor. O que me fez gostar do filme foram as atitudes que a personagem principal desempenhou, a despeito de todo o contexto gritar para ela não fazer nada disso, não mudar as coisas do jeito que ela quer, e sim "como deveriam ser", aos olhos dos outros. Well, ladies and gentlemen, welcome to the free world! Sarah é uma mulher independente e fiel aos seus sentimentos e convicções. Ela não acredita no casamento e tem direito de não se aventurar nisso, já que não se sente preparada e nem ao menos crê no sagrado matrimônio. Isso a afasta do seu namorado apaixonadíssimo. Achei super radical uma pessoa terminar um namoro por causa de um pedido de casamento, mas como disse, Sarah é fiel aos seus sentimentos. Ela quis correr daquilo que a apavora. Nada mais normal. O efeito colateral dessa autenticidade é um pouco de irresponsabilidade e egoísmo. Sarah acaba se envolvendo com outra pessoa, um apaixonante, desengonçado e barbudo Jonathan, e em algum momento ela novamente terá que enfrentar seus medos de conviver com alguém, de se tornar vulnerável às inesperadas situações do amor. Lembra um pouco a história de 500 dias com Ela, com menos drama e simbolismo. 



{looks}
O filme tem bastante diálogo e a fotografia é uma delícia. O vestuário de Lizzy me inspirou imensamente, com saias, vestidos floridos, marcados na cintura - geralmente com lindos cintos marrons -, botas ou sapatos de cano alto. Cara, não sei falar sobre roupa, mas garanto que me identifiquei loucamente com a personalidade da Sarah. Deu vontade de esvaziar meu guarda-roupa e ir correndo gastar minha poupança (fiquei em casa escrevendo essa resenha). O interessante sobre a personagem, nesse quesito moda, é que ela usa diversos acessórios iguais com peças diferentes, e você não percebe tanto. Isso, na prática, é super vantajoso pois ajuda na criatividade e poupa uma grana na compra de roupas e afins! Fiquei tão inspirada que dei print em todos os looks que gostei (imagens tiradas do próprio filme):








{música}
A trilha sonora também me surpreendeu positivamente, pena que achei difícil encontrar para download. Listei apenas 4 logo abaixo, muito boas. E o melhor, não conhecia nenhuma delas. Nas músicas, há o plus do Kevin e o noivo da Beth fazerem parte de uma banda chamada Wolfbird, e produzirem canções para o filme.  


{ilustrações}
No mais, para não esquecer, a história começa e termina com ilustrações da personagem Sarah, que além de gerente de uma livraria é também uma artista que expressa seus sentimentos e experiências vividas por meio de desenhos. São divertidos:



E vocês, já viram Save the Date? Gostaram? Refleti bastante sobre a história e reafirmei algo que decidi ser esse ano: mais fiel às minhas vontades, assim como a Sarah (porém responsável, hihi). 

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

{meme} 2012: o ano apocalíptico

Sei que não deve ser muito bonito e, pior, (fucking) clichê, mas começo 2013 pedindo perdão por essa demora em atualizar esse cantinho aqui, que me faz tão bem. Talvez seja aquele sentimento estranho que, esporadicamente (ou não), nos acomete: nos afastamos daquilo que tanto amamos, por causa de distrações, trabalho, necessidades ou até outras paixões.

Bom, sem mais delongas, volto com muito orgulho para dizer que este será um ano revolucionário e feliz. Para mim e para vocês, tenho certeza. Bastam apenas atitudes, e aquela vontade de mudar o mundo. Feliz 2013, hihi.

Decidi fazer um overview do meu ano apocalíptico - o qual, graças ao calendário que usamos, já passou há  quase três dias! -, e acabei lendo um meme que poderia ajudar nisso (foi no Lace Place, blog que descobri há pouco tempo e já estou gostando). A essência do meme, que vocês já devem ter lido em outros blogs, é ter gratidão suficiente para elencar 15 coisas boas que ocorreram no ano, e mais 15 metas para 2013. Com meu ano foi predominantemente chato/triste/deprimente, vou ser birrenta e elencar, também, alguns desastres que aconteceram na minha humilde vida. Aqui embaixo postei a foto que tirei numa das primeiras luzes de 2012, e no momento que nem imaginava quanta dor eu podia suportar:


15 bizarrices deveras intensas:

- Amizades desfeitas (foram cinco, ao todo, então já vou contabilizando);
- Vontade suicida (só de leve, nada grave afinal estoy aquí, haha);
- Desilução amorosa;
- Decepções com um ou outro amado;
- Desistência do Projeto 365 dias (decorrente dos fatores supracitados, segundo Freud);
- Pintura de cabelo desastrosa e a bagatela de R$ 80 por água abaixo (foto aqui, mas não se engane, existe um filtro do ~estragão~);
- Mudança da casa materna, de Recife para Jaboatão dos Guararapes (rua Olimpia, vulgarmente conhecida como "fim do mundo", por ser longe demais);
- Problemas financeiros na família;
- Ida eterna do pitbull mais forte e carinhoso de todo o mundo (em memória);
- Irmão de um velho amigo com leucemia. Por favor, quem for de Recife (PE), doe sangue em nome de Marcus Nery. Aqui tem mais informações;
- Stress com faculdade.

15 belezinhas:


- Participação de protestos estudantis contra o aumento das passagens de ônibus;
- Experiências novas, efêmeras e psicodélicas (favor não associar às drogas ilícitas);
- Promoção na empresa em que trabalho (saí da vida de estagiária de pijama para a vida de funcionária, ainda de pijama!);
- Leitura de As Desventuras em Série (Lemony Snicket me fez gargalhar em momentos de tristeza, valeu muito a pena!);
- Show inédito de Paul McCartney (escrevi sobre isso aqui);
- Viagem à Curitiba (muito amor);
- Novos amigos feitos, com a característica de já serem colegas/amigos, mas terem se tornado pessoas incrivelmente especiais;
- Compra do S2 e do Notebook da Dell (estou satisfeita com ambas marcas, por enquanto);
- Carteira de habilitação (A e B o/);
- Mais um ano de faculdade finalizado (agora falta um ano e meio para a graduação!);
- Primeira doação de sangue (finalmente passei dos 50kg e me tornei capaz);
- Centenas de filmes vistos. A listagem dos que vi, a partir de setembro de 2012, se encontra aqui;
- Paixão por menino cheio de defeitos;
- Finalmente a compra da coleção de Harry Potter só para mim (nunca estimularam a leitura de HP quando eu era criança, mesmo assim li todos com a ajuda dos amiguinhos que emprestaram, e no final de dezembro peguei no Submarino uma promoção desta coleção colorida); 
- Consegui sobreviver ao apocalipse Maia (não foi um ano muito próspero, foi difícil fazer a listinha dos agradecimentos).


15 metas para 2013, o ano que será REVOLUCIONÁRIO:

- Criar o hábito da leitura diária de livros ou poemas;
- Fazer academia (Pilates, Yoga ou musculação mesmo);
- Reclamar menos, fazer mais;
- Estudar mais;
- Ser mais produtiva, em tudo o que interessar;
- Viajar para o Rio de Janeiro, para venerar Muse!!!!1;
- Pensar sobre intercâmbio;
- Pensar mais em mim e ser menos altruísta (se isso significar sofrimento ou ingratidão, haha);
- Ser mais segura;
- Ser mais equilibrada/zen, e menos estressada;
- Comprar um carro;
- Juntar dinheiro e manter a planilha de orçamento pessoal (baixei um arquivo xls no BM&F Bovespa, e estou customizando);
- Ser mais organizada;
- Ser mais família;
- Retomar estudos sobre fotografia.

Meu ano novo começou cheio de lama e gente bizarra, na praia de Candeias ao som de Capital Inicial. Muita confusão, muvuca e empurrões, mas a presença de pessoas amadas salvou um pouquinho a agonia do pandemônio.

E vocês, como estão?

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Sambinha, opinião e mantra

Quem gosta da Mallu Magalhães deve ter visto o clipe que foi lançado ontem na web. O nome da canção é Sambinha Bom, e definitivamente esse é o título que a descreve perfeitamente. A melodia é aveludada, a vozinha dela acalma o coração, e a letra é apaixonante e ainda tem o bônus de ser daquelas que NÃO grudam como chiclete na nossa mente. Apenas fluem com facilidade e naturalidade. 


Apesar de essa música já estar na minha playlist diária (desde o lançamento de Pitanga, o novo disco da Mallu crescidinha), para mim o vídeo exagerou demais no uso de HDR, mas por outro lado serviu para dar uma realidade aos contornos da pele da cantora. O vestido de cores quentes e longas fitas (que lindinho!), misturado com o quarto repleto de plantas, contrasta muito bem com a versão enregelante que aparece na segunda parte do vídeo - ela fica parecendo um alien, rs. Com as imagens rolando, interpretei a música de uma maneira bem romântica, e devaneei sobre uma garota que não aguenta mais se lamuriar por alguém que ama e está longe, e por esse motivo, canta essa canção que, como mágica, faz voltar aquele que ela quer tirar a roupa, entre outras coisas. Na minha leitura, a apresentação da filmagem ora quente, ora fria, busca passar o sentimento de felicidade e tristeza de alguém apaixonado, de acordo com a presença ou ausência do famigerado ser amado, respectivamente. Aprecia aqui:


Confesso que costumava ter vergonha da Mallu quando ela era mais novinha, apesar de sempre ter gostado do seu canto um tanto débil e sereno. Fiquei com esse sentimento zombeteiro (e ridículo) após assistir a entrevistas no Altas Horas e no Programa do Jô, e vislumbrar aquela menina adolescente sem nenhum tipo de preparo diante das câmeras. Ela parecia eternamente demente e falava de um jeito devagar que me irritava. Algumas pinturas no seu rosto me faziam franzir o cenho e contorcer os lábios em desaprovação, sem mencionar aqueles trapos que eu não conseguia acreditar que ela estava vestindo.

Hoje enxergo o quão estúpida era, e que minhas opiniões eram baseadas em uma mente fechada, a qual não tolerava artistas menos robóticos e verdadeiramente autênticos. Esse assunto me lembra daquela máxima do filme O Diário de Bridget Jones: legal é gostar de alguém pelo que ela realmente é, a despeito de todas as características que podem ser vistas como defeitos por nós. Quando eu li o livro (há alguns dias), revi o filme em seguida e dei print nessa parte memorável. Gente, pelo amor de Deus, todo mundo já viu esse filme, right? Se a resposta for negativa, evitem o spoiler nas imagens abaixo:

Por causa da ordem dos prints, faz mais sentido assim: "Sim, gosto muito de você. Do jeito que você é."

De modo que optei por escrever sobre a música da Mallu pelo simples fato de gostar dela, do jeito que ela é (mesmo com seu semblante eternamente chapado, rs). Estou repetindo esse mantra cotidianamente para esperar menos das pessoas, pois estou percebendo que o nível de frustração com a vida e o cosmos diminui drasticamente. E aí, se a palavra exigência for usada, que seja exclusivamente para minhas próprias mudanças. Ou no job, é claro.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Sobre setenta e duas fotografias alienígenas

Quando você gosta de algo, e se compromete, você consegue alcançar os objetivos preconcebidos. Pelo menos essa é a conclusão que eu tiro acerca do andamento do meu projeto fotográfico.

Por incrível que pareça, o desejo de chegar às 365 fotos, em 1 ano, continua de pé. Se eu não for atropelada até lá, acho que consigo, pois apesar de dar um pouco de desânimo naqueles dias cheios de deadlines, há uma beleza tão grande em fazer o que te faz bem que, mesmo morta de cansada, suspendo os 560 gramas da bebê profissional, se estiver em casa ou local seguro, ou tamborilo nos dedos, com facilidade, a menorzinha das duas criadoras de imagem que tenho, com atenção para não ser assaltada em Recife - algo, infelizmente, bastante comum.

É interessante você, depois de algum tempo, visualizar a evolução do seu trabalho. Nesse caso específico, pude perceber que quase cancelo o projeto por vergonha de não ter me empenhado em alguns momentos. Para mim, a dificuldade do projeto é o comprometimento de fotografar diariamente (pelo menos essa foi a promessa que fiz a mim mesma, não quero quebrar), e por isso, nem todas saem do jeito almejado. Umas eu publiquei quase morrendo, tudo em respeito ao conceito do carpe diem fotográfico.

Decerto gostei de algumas, afinal, o projeto ainda está rolando, e por meio das que apreciei, aprendi um pouco mais sobre mim mesma. Percebi as cores que mais enchem meus olhos de beleza, as composições que acho bem feitas e minha paixão paradoxal tanto por simetria, quanto por desordem total. 

Houve, ainda, a percepção da vantagem impagável de imaginar um mini filme da minha vida. Vendo as setenta e duas fotografias alienígenas, tive impressões dos acontecimentos que achei importante no decorrer do dia, na hora em que tive que escolher qual foto publicar.

Por enquanto é só. Continuo lendo as Dicas de Fotografia, estou fazendo umas pesquisas para comprar livros práticos e de leitura simples e dinâmica sobre o assunto, e sempre que dá, tento trocar uma ideia com amigos que se interessam por isso. A Gabe, por exemplo, é uma estudante de fotografia fofa que às vezes manda uns materiais bem legais para meu e-mail. 

Fiz uma seleção de quase três meses do projeto, e das 72 fotos, 27, as que mais gosto, aparecem aí embaixo. Dividi em categorias e não há ordem cronológica:

Shows

Em menos de três meses, assisti ao ensaio de um célebre pernambucano talentosíssimo e, de quebra, vivenciei o espetáculo de um Beatle. Fase sortuda!

 {2}
 {41}

Céu

Fico arrepiada com a natureza, em especial com aquele espaço acima do horizonte. Essa minha fase bucólica é recheada de onomatopeias como oh! e ah! que antecedem as fotografias. Geralmente acontece assim: estou absorta em minhas tarefas e, do nada, o céu arrebate meus olhos e eu percebo que o mínimo que posso fazer, além de contemplar aquela paisagem singular, é roubar um pouco do momento e compartilhar no mundo virtual (e, em breve, no meu quarto, quando eu revelar). 

 {24}
 {33}

Comida (ou o expressivo neologismo: "nhamy!")

Eu amo comer. Grande parte da minha grana vai para as refeições sagradas. Eu não tenho muitas fotografias boas relacionadas a essa categoria, pois é difícil se concentrar fotografando o antes, já que a minha barriguinha começa a se irritar com a demora do processo.

 {4}
 {53}

Gente

Eu gosto de gente. Gosto mais ainda de quem gosta de mim. Pode parecer estúpido, mas esse trecho em itálico é o início de conversa que tenho sobre essas fotos. Foram escolhidas pela estética e pelo calor do momento da fotografia. Acredito que fotos podem captar não apenas imagens, mas também sentimento. E foi isso que tentei demonstrar. Eu amo todas essas pessoas exatamente no momento dessas fotografias. Fui feliz com elas. O presente, no entanto, não condiz com todas as fotos. E essa inconstância é a premissa da vida. O que nos resta é viver, right?

Ah, através dessas fotos, percebi que gosto de fazer cortes na hora de captura. Uma testa, um olho, uma orelha ou um nariz acabam saindo da composição da foto pelas minhas mãos magricelas.

{51, 36, 12, 16, 21 e 9, seguindo a ordem da esquerda para a direita}

Coisas/sensações que gosto

Gosto do cinema e a magia transcendental trazida por ele. E essa foto (confesso ter sido a que mais gostei das que tirei) só foi possível pelo motivo de eu ter uma mania meio besta: ser a última a sair, de toda sessão. Nesse dia, assisti a Hugo, de Martin Scorsese, filme bastante premiado no Oscar 2012. Dois, dos cinco prêmios, foram de Melhor Fotografia e Melhor Direção de Arte.
Relógios que não apenas dizem as horas, mas também são bonitinhos;
O frio que a chuva traz, e a beleza das gotinhas;
Ganhar presentes feitos à mão;
Ler, de preferência no friozinho, um livro atraente.

 {54}
  {35}

Autorretratos

Para mim, são os mais difíceis. Como ainda não tenho tripé, complica bastante. Utilizo CDs e livros para deixar a câmera mais alta, mas corro o risco de ser atrapalhada e derrubar tudo. Ativo o timer em 10 segundos e faço a pose que pensei. Tranco a porta do quarto para ninguém entrar de supetão e eu parar, por ficar com vergonha, haha. A maioria das fotos foram tiradas à noite (único horário em que estou relativamente livre). Estranhamente gostei um pouco dessas:

 {37}
 {38}
 {47}
 {66}
  {72}

E vocês, também estão envolvidos em algum projeto?

Post scriptum: Todos os dias lidamos com críticas, e isso é normal, é para nos ajudar a melhorar. Mas aprendi a lidar com os haters há pouco tempo: não importa o que você faz, eles continuarão hostis. Veja a dica do gatinho:


segunda-feira, 23 de abril de 2012

"Oxente", Paul McCartney em Recife?

Eu achava que não conseguiria encontrar Paul McCartney nessa vida, pois sou pessimista o bastante. Apesar de ter sido a vários metros de distância, aconteceu!



Começou assim: Recife milagrosamente teve a oportunidade de trazer, ao mesmo tempo, um cantor, compositor, baixista, guitarrista, pianista, multi-instrumentista, empresário, produtor musical, cinematográfico, ativista dos direitos dos animais, e integrante dos Beatles, chamado Sir James Paul McCartney. Eu não titubeei e comprei o ingresso, em algumas parcelas. E no dia deixei o carro na casa do namorado e de lá pegamos um táxi, para evitar problemas com estacionamento. Em um instante totalmente randômico de nossas vidas, o trânsito ficou paralisado decorrente de algo totalmente incomum, em cerca de dez minutos, dilacerando nossos corações a cada segundo: devotos de São Jorge montados à cavalo com bebidas em punho comemoravam o santo. Great. Mas, é claro que isso não impediu nossa jornada. 

Cheguei com três horas de antecedência e não me importei em esperá-lo por três motivos: 
  1. Quando sei que alguém querido vai chegar na hora marcada, não me preocupo nem me agonio, e fico feliz desde já;
  2. Esperei uma vida para escutá-lo em carne e osso, logo, esperar três horas é menos que nada;
  3. For God's sake, he's a Beatle!
Então, às 21:30, conforme nosso combinado, McCartney irrompeu no palco, cantando Hello, Goodbye. Alguém me segura! 

Parada dramática e necessária: A despeito da distância em que eu e Paul estávamos, a emoção ao vê-lo se espalhou em meu corpo numa velocidade vertiginosa. O beatle apareceu majestosamente no palco e eu maravilhosamente irrompi em lágrimas (ok, nada maravilhosa: minha maquiagem ficou toda borrada). Meu namorado me levantou de forma descuidada para eu enxergar melhor e eu chorei sem parar nas primeiras três músicas. Sério, foi algo inexplicável, sobretudo pelo motivo de eu pagar de durona e odiar chorar. Mas de felicidade a gente perdoa, não é?

A simpatia dele foi contagiante: soube agradar as 35 mil pessoas do estádio, e levou o "povo arretado" pernambucano ao delírio em faixas mais conhecidas como Let It Be, Hey Jude e Yesterday. A música My Valentine, dedicada à esposa atual, foi recebida com muitos aplausos, e o telão exibia os lindos Johnny e Natalie naquele clipe muitíssimo visto nas últimas semanas.

Ele é simplesmente encantador. Falou português quando sabia e quando filava. As expressões nordestinas (por exemplo "oxente", "pronto" e "cabras da peste" ) que usou foram incentivos para a plateia adorar mais ainda o astro que fez parte do grupo musical mais aclamado da história! Houve, ainda, uma homenagem ao Rei do Baião, quando ele bradou, depois de ter cantado Drive my car: "Salve a terra de Luiz Gonzaga". A declaração saiu em um sotaque engraçado e o povo mais uma vez se encheu de felicidade. Achei inteligentíssimo da parte de quem teve a ideia (simples) de mexer com esses elementos do estado. Pernambucanos adoram isso.

Ver Paul cantando tantas músicas dos Beatles me fez uma pessoa mais feliz e realizada, pois parte de um sonho virou realidade. Mas queria mesmo era ter vivido na década de 60. Alguém tem uma máquina do tempo de bobeira por aí?

Nos momentos mais calmos, conseguimos (o namorado alienígena também fotografou) tirar algumas fotos que vão ficar para a história da minha vida:

Update: O #365Project ganhou uma foto memorável!






O ápice do show para muita gente foi no momento da foto acima (não é arte minha. Foi o namorado que estava com a câmera em punho na hora. Eu estava me descabelando ao lado): logo após uma série incrível de cinco músicas dos Beatles (Ob-La-Di, Ob-La-Da, Back in the U.S.S.R., I've Got a Feeling, A Day in the Life e Let It Be), o público enlouqueceu com o espetáculo de fogos de artifício ao som arrebatador de Live and let die, música bem famosa que inclusive fez parte do filme de mesmo nome, com o conhecido agente 007!

Paul brincou comigo, e com mais de trinta e cinco mil sonhadores, ao sair duas vezes do palco fingindo que o show tinha acabado. Mas quando realmente tava quase finalizando, ele disse para mim: "até a próxima"! E mais uma vez o palco ficou lindo, desta vez com milhares de papéis picotados invadindo o céu de Recife. 

Pode marcar a data, Sir Paul. Nem serei pontual como os ingleses: vou me antecipar em algumas horas para novamente sentir instantes maravilhosos com a sua presença indescritível. 




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Maira Gall