Achei esse filme só por causa da bela Lizzy Caplan. Lembro de ter amado a atuação especial dela no seriado True Blood e também em filmes como Mean Girls. Fiquei um pouco tensa vendo o desempenho em Cloverfield e no Bachelorette só deu para ficar com vontade de ter a franjinha dela, não curti muito a história. Fiquei desapontadíssima com a nota que o senhor IMDB deu: 4.8. Mas não se abale. Há vários elementos bons no filme em questão, listados logo mais.
{sinopse}
A história é sobre a rejeição de Sarah (Lizzy) diante do repentino pedido de casamento de Kevin (Geoffrey Arend) e do posterior envolvimento dela com Jonathan (Mark Webber), além do desenrolar dos preparativos de casamento de sua irmã Beth (Alison Brie). Olha o trailer:
{blá blá blá}
Eu sei, parece fucking clichê e, pior: simplório. Pode ser recorrente, mas falar sobre isso nem sempre é simples, pelo contrário: há muita complexidade quando se fala de sentimentos, rótulos, mudança de vida. O tema realmente não foge ao costumeiro assunto que permeia esporadicamente (ou sempre?) nossas cabecinhas: o amor. O que me fez gostar do filme foram as atitudes que a personagem principal desempenhou, a despeito de todo o contexto gritar para ela não fazer nada disso, não mudar as coisas do jeito que ela quer, e sim "como deveriam ser", aos olhos dos outros. Well, ladies and gentlemen, welcome to the free world! Sarah é uma mulher independente e fiel aos seus sentimentos e convicções. Ela não acredita no casamento e tem direito de não se aventurar nisso, já que não se sente preparada e nem ao menos crê no sagrado matrimônio. Isso a afasta do seu namorado apaixonadíssimo. Achei super radical uma pessoa terminar um namoro por causa de um pedido de casamento, mas como disse, Sarah é fiel aos seus sentimentos. Ela quis correr daquilo que a apavora. Nada mais normal. O efeito colateral dessa autenticidade é um pouco de irresponsabilidade e egoísmo. Sarah acaba se envolvendo com outra pessoa, um apaixonante, desengonçado e barbudo Jonathan, e em algum momento ela novamente terá que enfrentar seus medos de conviver com alguém, de se tornar vulnerável às inesperadas situações do amor. Lembra um pouco a história de 500 dias com Ela, com menos drama e simbolismo.
{looks}
O filme tem bastante diálogo e a fotografia é uma delícia. O vestuário de Lizzy me inspirou imensamente, com saias, vestidos floridos, marcados na cintura - geralmente com lindos cintos marrons -, botas ou sapatos de cano alto. Cara, não sei falar sobre roupa, mas garanto que me identifiquei loucamente com a personalidade da Sarah. Deu vontade de esvaziar meu guarda-roupa e ir correndo gastar minha poupança (fiquei em casa escrevendo essa resenha). O interessante sobre a personagem, nesse quesito moda, é que ela usa diversos acessórios iguais com peças diferentes, e você não percebe tanto. Isso, na prática, é super vantajoso pois ajuda na criatividade e poupa uma grana na compra de roupas e afins! Fiquei tão inspirada que dei print em todos os looks que gostei (imagens tiradas do próprio filme):
{música}
A trilha sonora também me surpreendeu positivamente, pena que achei difícil encontrar para download. Listei apenas 4 logo abaixo, muito boas. E o melhor, não conhecia nenhuma delas. Nas músicas, há o plus do Kevin e o noivo da Beth fazerem parte de uma banda chamada Wolfbird, e produzirem canções para o filme.
{ilustrações}
No mais, para não esquecer, a história começa e termina com ilustrações da personagem Sarah, que além de gerente de uma livraria é também uma artista que expressa seus sentimentos e experiências vividas por meio de desenhos. São divertidos:
E vocês, já viram Save the Date? Gostaram? Refleti bastante sobre a história e reafirmei algo que decidi ser esse ano: mais fiel às minhas vontades, assim como a Sarah (porém responsável, hihi).











