Viagem
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domingo, 6 de janeiro de 2013

{livro} Manual para Jovens Sonhadores

Sabe quando você lê algo que gostaria de ter escrito algumas partes? Aconteceu comigo nos primeiros dias de 2013, quando estava cumprindo minha meta de ler diariamente. O livro "O Manual para Jovens Sonhadores", de Nathalie Trutmann, ousa apresentar para você, jovem de 15 ou 40 anos, "algumas verdades que você sempre quis ouvir". A guatemalteca mostra, por meio de suas experiências com viagens e trabalhos, a importância de sonhar e correr atrás do que se acredita, a despeito dos conselhos dos nossos pais (que tiveram experiências mas que não são donos da verdade nem do futuro), dos caminhos que nossa cultura nos impõe como sendo seguros e corretos e, sobretudo, do que os outros irão dizer. 

A leitura do livro é simples e nos presenteia com fatos engraçados e inspiradores da vida predominantemente nômade da autora, como os trabalhos que já fez, a exemplo da vez que teve aulas de mergulho em Utila - ilha na baía de Honduras -, e ficou cuidando de iguanas para poder dormir de graça na estação de pesquisa, ou quando morou a trabalho, no Sri Lanka, e conheceu a forma como as pessoas lidam com a sorte (a cultura é bastante direcionada a seguir o que os mapas astrais determinam, sem questionamentos).  

O que Nathalie mais quer passar, por meio de uma escrita bastante biográfica e pouco pretenciosa, é a ideia de que podemos, realmente, fazer o que quisermos de nossas vidas, assim como pensávamos quando éramos crianças. O importante é acordar com vontade de ser feliz no que se faz para viver. Parece clichê, mas a parte interessante é a escritora descrevendo as dificuldades que teve, e os acontecimentos de sua vida que ajudaram na conclusão de nunca desistir do que você mais gosta. Dificuldades sempre ocorrerão, mas a falácia de que "a vida é assim" deve ser questionada com atitudes. 

Alguns momentos do livro parecem bem auto-ajuda, em que a autora reitera ideias como: "não siga o caminho dos outros, não dará necessariamente certo para você", ou até: "siga suas paixões". Tenho um pouco de antipatia por essa categoria, mas a forma como ela levanta essas questões é bastante sutil e dá para ler tranquilamente, sem a agonia de auto-ajuda meloso. Outro ponto é dar valor à jornada trilhada para alcançar o sonho, e não apenas no momento em que este virar realidade. 

Há também dinamicidade no livro, e por isso a leitura é tão rápida. Essa parte dinâmica também é vista nas dicas de vídeos que a autora seleciona, ao fim de todo capítulo. Eles procuram motivar as pessoas a serem mais criativas, autênticas e sonhadoras. Vi apenas o de Steve Jobs, já com legendas em português, que sintetiza bastante o que Nathalie vem discorrendo ao longo da sua obra. O título é "Você tem que encontrar o que ama", aqui, já legendado. Achei genial.

Como todo bom livro de inspiração, coletei algumas citações da autora e postei lá no tumblr para reler quando as coisas parecerem difíceis. Vocês estão convidados também! Li o livro no meu smartphone, pela primeira vez, e até que foi tranquilo, já que a leitura era curta. Ele está disponível para download aqui

Enfim, indico bastante o livro para quem gostaria de viajar e ainda está procrastinando o sonho (Oi, sou eu!). A autora desde cedo quis sair da Guatemala, seu país de origem, e passou por vários países até parar um pouco aqui no Brasil, por influência do namorado que virou marido.

Bom, espero que leiam e gostem. Caso dê aquela preguiça, veja a palestra da Nathalie falando um pouco sobre o livro. É uma síntese que já mostra a essência do que ela quis compartilhar com o mundo. Só pelo sotaque lindo já vale a pena!

E vocês, têm dicas melhores de livros nessa categoria? Fiquei interessada!



quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

{meme} 2012: o ano apocalíptico

Sei que não deve ser muito bonito e, pior, (fucking) clichê, mas começo 2013 pedindo perdão por essa demora em atualizar esse cantinho aqui, que me faz tão bem. Talvez seja aquele sentimento estranho que, esporadicamente (ou não), nos acomete: nos afastamos daquilo que tanto amamos, por causa de distrações, trabalho, necessidades ou até outras paixões.

Bom, sem mais delongas, volto com muito orgulho para dizer que este será um ano revolucionário e feliz. Para mim e para vocês, tenho certeza. Bastam apenas atitudes, e aquela vontade de mudar o mundo. Feliz 2013, hihi.

Decidi fazer um overview do meu ano apocalíptico - o qual, graças ao calendário que usamos, já passou há  quase três dias! -, e acabei lendo um meme que poderia ajudar nisso (foi no Lace Place, blog que descobri há pouco tempo e já estou gostando). A essência do meme, que vocês já devem ter lido em outros blogs, é ter gratidão suficiente para elencar 15 coisas boas que ocorreram no ano, e mais 15 metas para 2013. Com meu ano foi predominantemente chato/triste/deprimente, vou ser birrenta e elencar, também, alguns desastres que aconteceram na minha humilde vida. Aqui embaixo postei a foto que tirei numa das primeiras luzes de 2012, e no momento que nem imaginava quanta dor eu podia suportar:


15 bizarrices deveras intensas:

- Amizades desfeitas (foram cinco, ao todo, então já vou contabilizando);
- Vontade suicida (só de leve, nada grave afinal estoy aquí, haha);
- Desilução amorosa;
- Decepções com um ou outro amado;
- Desistência do Projeto 365 dias (decorrente dos fatores supracitados, segundo Freud);
- Pintura de cabelo desastrosa e a bagatela de R$ 80 por água abaixo (foto aqui, mas não se engane, existe um filtro do ~estragão~);
- Mudança da casa materna, de Recife para Jaboatão dos Guararapes (rua Olimpia, vulgarmente conhecida como "fim do mundo", por ser longe demais);
- Problemas financeiros na família;
- Ida eterna do pitbull mais forte e carinhoso de todo o mundo (em memória);
- Irmão de um velho amigo com leucemia. Por favor, quem for de Recife (PE), doe sangue em nome de Marcus Nery. Aqui tem mais informações;
- Stress com faculdade.

15 belezinhas:


- Participação de protestos estudantis contra o aumento das passagens de ônibus;
- Experiências novas, efêmeras e psicodélicas (favor não associar às drogas ilícitas);
- Promoção na empresa em que trabalho (saí da vida de estagiária de pijama para a vida de funcionária, ainda de pijama!);
- Leitura de As Desventuras em Série (Lemony Snicket me fez gargalhar em momentos de tristeza, valeu muito a pena!);
- Show inédito de Paul McCartney (escrevi sobre isso aqui);
- Viagem à Curitiba (muito amor);
- Novos amigos feitos, com a característica de já serem colegas/amigos, mas terem se tornado pessoas incrivelmente especiais;
- Compra do S2 e do Notebook da Dell (estou satisfeita com ambas marcas, por enquanto);
- Carteira de habilitação (A e B o/);
- Mais um ano de faculdade finalizado (agora falta um ano e meio para a graduação!);
- Primeira doação de sangue (finalmente passei dos 50kg e me tornei capaz);
- Centenas de filmes vistos. A listagem dos que vi, a partir de setembro de 2012, se encontra aqui;
- Paixão por menino cheio de defeitos;
- Finalmente a compra da coleção de Harry Potter só para mim (nunca estimularam a leitura de HP quando eu era criança, mesmo assim li todos com a ajuda dos amiguinhos que emprestaram, e no final de dezembro peguei no Submarino uma promoção desta coleção colorida); 
- Consegui sobreviver ao apocalipse Maia (não foi um ano muito próspero, foi difícil fazer a listinha dos agradecimentos).


15 metas para 2013, o ano que será REVOLUCIONÁRIO:

- Criar o hábito da leitura diária de livros ou poemas;
- Fazer academia (Pilates, Yoga ou musculação mesmo);
- Reclamar menos, fazer mais;
- Estudar mais;
- Ser mais produtiva, em tudo o que interessar;
- Viajar para o Rio de Janeiro, para venerar Muse!!!!1;
- Pensar sobre intercâmbio;
- Pensar mais em mim e ser menos altruísta (se isso significar sofrimento ou ingratidão, haha);
- Ser mais segura;
- Ser mais equilibrada/zen, e menos estressada;
- Comprar um carro;
- Juntar dinheiro e manter a planilha de orçamento pessoal (baixei um arquivo xls no BM&F Bovespa, e estou customizando);
- Ser mais organizada;
- Ser mais família;
- Retomar estudos sobre fotografia.

Meu ano novo começou cheio de lama e gente bizarra, na praia de Candeias ao som de Capital Inicial. Muita confusão, muvuca e empurrões, mas a presença de pessoas amadas salvou um pouquinho a agonia do pandemônio.

E vocês, como estão?

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Desembargador Motta, 3574

Sabe qual é a sensação de fazer pela primeira vez alguma coisa que você sempre quis? Senti isso quando viajei sozinha para Curitiba, em julho deste ano. Recebi a oportunidade de desempenhar meu job lá no Paraná. Nunca tinha pisado no Sul do país, e sempre invejei o frio que faz por aqueles cantos. É claro que aceitei em milésimos de segundo! Foram só alguns dias, de quinta-feira até domingo: o bastante para recuperar a minha sanidade e vontade de viver, já que Recife e seus cidadãos, na época, estavam sufocando meu coraçãozinho. 

Foi uma experiência maravilhosa e por isso indico muito: viaje, nem que seja forever alone. É um baita remédio para a alma. E também aceite desafios sem pestanejar. Foi o que fiz: apresentei, pela primeira vez, o trabalho que venho fazendo apenas nos bastidores. Conheci meus importantes clientes e mostrei para eles meus conhecimentos de social media. Entendi mais o que eles esperavam de mim, da minha empresa. Conheci mais de mim mesma: o nervosismo ficou de lado quando falei de algo que fazia todos os dias e gostava muito. Respondi a dúvidas, ri com alguns achados do job e saí de lá morrendo de vontade de trabalhar mais ainda pelo que acredito.

A noite de sexta-feira, o sábado e a manhã do domingo foram os dias de turismo. Parecem poucos dias, mas com passeios planejados e otimização do tempo (para quê dormir mais de cinco horas, afinal?), tudo pareceu correr bem. Saí de lá pois era preciso, voltei para Recife com felicidade de reencontrar alguns amados. Tipo aquela célebre citação que é um filme: "viajo porque preciso, volto porque te amo". Isso nunca pareceu se encaixar tão bem no contexto daquele final de semana incrível com pessoas inéditas. 

Não tirei tantas fotos quanto gostaria, mas fiz uma seleção da viagem para vocês verem. O que mais me impressionou em Curitiba foi o planejamento de arborização da cidade. Fiquei completamente apaixonada pela limpeza das ruas, organização dos ônibus e demais serviços, e o verde que o lugar emanava a cada esquina. 

A dica para quem quer conhecer os principais pontos turísticos é pegar a Linha Turismo. Com ela, é possível conhecer os parques, praças, teatros, museus e demais atrações. Lembro que fiquei apaixonada pela Ópera de Arame, o Museu Oscar Niemeyer e o Jardim Botânico.



Meus momentos mais solitários: viajar no avião, conversando com estranhos que provavelmente nunca mais verei na vida, e devorar um café da manhã digno para um dia diferente de trabalho.


Essa foi a dica do meu cliente super fofo que almoçou comigo e com minha chefa. "The best burger in the world" é ousado no slogan, e tem realmente um sabor delicioso (e nem é tão caro). 



Pedacinhos do hostel que fiquei hospedada. Pimentinhas crescidas e quadrinhos bem feios na descida das escadas.


Alguém está vendo alguma coisa ali dentro? Esse é o chopp submarino, tomei lá no Schwarzwald - Bar do Alemão. Tem um canequinho ali, e no dia perguntei ao garçom se podia levar comigo. Ele foi bem sucinto e mandou olhar embaixo do canequinho, nem deu muita atenção. Estava escrito: "Este caneco foi roubado honestamente.". Morri de amores por esse lugar. 



  

Museu Oscar Niemeyer: espetacular. Quero voltar milhões de vezes!





Filho sendo abduzido no Jardim Botânico.




Essa florzinha amarela se chama amor perfeito. Sabia que encontraria um dia!


Uma das impressões que tive durante a viagem foi a demonstração inusitada de amor de algumas pessoas. Algo paradoxal: estou sempre aqui, nas ruas do Marco Zero, em casa fazendo home office, ou na faculdade. Quando viajo, eis que aparecem manifestações de amor puro - o que não ocorre com frequência na situação Aline no Recife. Sei que é extremamente corriqueiro mas, que tal colar na parede do quarto "é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã."?

Em suma: indico viagens, Curitiba e chopp geladíssimo. 
E muito amor para quem merece.

© Escreva carla, escreva
Maira Gall