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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

{meme} 2012: o ano apocalíptico

Sei que não deve ser muito bonito e, pior, (fucking) clichê, mas começo 2013 pedindo perdão por essa demora em atualizar esse cantinho aqui, que me faz tão bem. Talvez seja aquele sentimento estranho que, esporadicamente (ou não), nos acomete: nos afastamos daquilo que tanto amamos, por causa de distrações, trabalho, necessidades ou até outras paixões.

Bom, sem mais delongas, volto com muito orgulho para dizer que este será um ano revolucionário e feliz. Para mim e para vocês, tenho certeza. Bastam apenas atitudes, e aquela vontade de mudar o mundo. Feliz 2013, hihi.

Decidi fazer um overview do meu ano apocalíptico - o qual, graças ao calendário que usamos, já passou há  quase três dias! -, e acabei lendo um meme que poderia ajudar nisso (foi no Lace Place, blog que descobri há pouco tempo e já estou gostando). A essência do meme, que vocês já devem ter lido em outros blogs, é ter gratidão suficiente para elencar 15 coisas boas que ocorreram no ano, e mais 15 metas para 2013. Com meu ano foi predominantemente chato/triste/deprimente, vou ser birrenta e elencar, também, alguns desastres que aconteceram na minha humilde vida. Aqui embaixo postei a foto que tirei numa das primeiras luzes de 2012, e no momento que nem imaginava quanta dor eu podia suportar:


15 bizarrices deveras intensas:

- Amizades desfeitas (foram cinco, ao todo, então já vou contabilizando);
- Vontade suicida (só de leve, nada grave afinal estoy aquí, haha);
- Desilução amorosa;
- Decepções com um ou outro amado;
- Desistência do Projeto 365 dias (decorrente dos fatores supracitados, segundo Freud);
- Pintura de cabelo desastrosa e a bagatela de R$ 80 por água abaixo (foto aqui, mas não se engane, existe um filtro do ~estragão~);
- Mudança da casa materna, de Recife para Jaboatão dos Guararapes (rua Olimpia, vulgarmente conhecida como "fim do mundo", por ser longe demais);
- Problemas financeiros na família;
- Ida eterna do pitbull mais forte e carinhoso de todo o mundo (em memória);
- Irmão de um velho amigo com leucemia. Por favor, quem for de Recife (PE), doe sangue em nome de Marcus Nery. Aqui tem mais informações;
- Stress com faculdade.

15 belezinhas:


- Participação de protestos estudantis contra o aumento das passagens de ônibus;
- Experiências novas, efêmeras e psicodélicas (favor não associar às drogas ilícitas);
- Promoção na empresa em que trabalho (saí da vida de estagiária de pijama para a vida de funcionária, ainda de pijama!);
- Leitura de As Desventuras em Série (Lemony Snicket me fez gargalhar em momentos de tristeza, valeu muito a pena!);
- Show inédito de Paul McCartney (escrevi sobre isso aqui);
- Viagem à Curitiba (muito amor);
- Novos amigos feitos, com a característica de já serem colegas/amigos, mas terem se tornado pessoas incrivelmente especiais;
- Compra do S2 e do Notebook da Dell (estou satisfeita com ambas marcas, por enquanto);
- Carteira de habilitação (A e B o/);
- Mais um ano de faculdade finalizado (agora falta um ano e meio para a graduação!);
- Primeira doação de sangue (finalmente passei dos 50kg e me tornei capaz);
- Centenas de filmes vistos. A listagem dos que vi, a partir de setembro de 2012, se encontra aqui;
- Paixão por menino cheio de defeitos;
- Finalmente a compra da coleção de Harry Potter só para mim (nunca estimularam a leitura de HP quando eu era criança, mesmo assim li todos com a ajuda dos amiguinhos que emprestaram, e no final de dezembro peguei no Submarino uma promoção desta coleção colorida); 
- Consegui sobreviver ao apocalipse Maia (não foi um ano muito próspero, foi difícil fazer a listinha dos agradecimentos).


15 metas para 2013, o ano que será REVOLUCIONÁRIO:

- Criar o hábito da leitura diária de livros ou poemas;
- Fazer academia (Pilates, Yoga ou musculação mesmo);
- Reclamar menos, fazer mais;
- Estudar mais;
- Ser mais produtiva, em tudo o que interessar;
- Viajar para o Rio de Janeiro, para venerar Muse!!!!1;
- Pensar sobre intercâmbio;
- Pensar mais em mim e ser menos altruísta (se isso significar sofrimento ou ingratidão, haha);
- Ser mais segura;
- Ser mais equilibrada/zen, e menos estressada;
- Comprar um carro;
- Juntar dinheiro e manter a planilha de orçamento pessoal (baixei um arquivo xls no BM&F Bovespa, e estou customizando);
- Ser mais organizada;
- Ser mais família;
- Retomar estudos sobre fotografia.

Meu ano novo começou cheio de lama e gente bizarra, na praia de Candeias ao som de Capital Inicial. Muita confusão, muvuca e empurrões, mas a presença de pessoas amadas salvou um pouquinho a agonia do pandemônio.

E vocês, como estão?

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Diário de uma motociclista

Andar de motocicleta causa uma sensação ímpar! Seus cabelos ficam esvoaçantes, seu corpo se refresca com o ventinho e a adrenalina originada pela situação te causa um misto de temor e felicidade. A cada acelerada, a intensificação desse sentimento bom aumenta. Pelo menos é isso que venho sentindo nas últimas aulas! No início do ano, paguei à autoescola tanto por aulas de carro quanto de moto, em um ímpeto de pobre na liquidação. Como o valor da diferença das habilitações A e B era ínfimo, achei que seria mais vantagem aprender duas coisas em um período só. Acontece que na primeiríssima aula com o instrutor, fiquei totalmente petrificada diante da minha ignorância. Eu só sabia que o veículo era perigoso e tinha duas rodas. E só. Não sabia como ligava, dava partida, acelerava, freava, ou como se comportava em cima daquilo sem cair. Só para ter uma ideia: na primeira aula, eu passei uns quinze minutos tremendo literalmente. Estou tendo a sorte (ou azar) de ser ensinada por um instrutor mandão que adora repetir meu nome a cada segundo. Pode parecer chato, mas se o objetivo da aula é aprender algumas noções, está dando certo!  


Listei alguns conceitos básicos que assimilei, considerando o modelo da minha moto, o modo como ela estava configurada e a didática do instrutor. É claro que para fazer as etapas, você tem que ter mais de 18 anos, ter passado na prova teórica (acertar mais de 21 pontos), ter em mãos documento oficial com foto e o RENACH (Registro Nacional de Carteira de Habilitação), estar devidamente seguro com o capacete e demais acessórios e estar na presença do instrutor. Não vale a pena tentar sozinho em casa. Eis os passos:
  1. Subir pelo lado do descanso. Para a moto ficar paradinha, ela tem um descanso semelhante ao de uma bicicleta. Você deverá subir por aquele lado, geralmente o esquerdo, por medida de segurança.
  2. Puxar o guidom para si. Ele estará inclinado para o lado do descanso, desta forma você terá que puxar o guidom para si, deixando alinhado ao seu corpo que, até agora, estará em pé. Achei a moto muito pesada! 
  3. Posicionar-se corretamente na moto. Pode parecer bobo, mas você tem que saber a forma correta de sentar no veículo, pois isso influenciará no desempenho do equilíbrio lá na frente. Caso você sente muito na frente ou atrás, poderá exercer um peso que dificultará as manobras. 
  4. Apoiar pé direito no chão enquanto levanta o descanso. Você retira o descanso com o peito do pé e deve lembrar de colocar de volta com o calcanhar. Na hora, você verá que essa é a maneira mais fácil de fazer o processo.
  5. Ligar a moto. Girar a chave. Tem lá o intuitivo on/off, rs.
  6. Conferir se a marcha está em ponto neutro. Se no carro o título é "ponto morto", na moto você vê um painel mostrar um "N" bem grande esverdeado. A moto tem que estar nesse estágio para, em breve, ser colocada na primeira marcha e sair andando.
  7. Pressionar a ignição. A moto que eu andei tinha uma ignição que era um botãozinho vermelho. Observando o trânsito, notei que existe outro dispositivo que fica na altura das pernas, e aparentemente o piloto tem que fazer um movimento brusco para baixo para o motor começar a roncar. Achei o botãozinho mais prático.
  8. Segurar a embreagem. A embreagem está mais próxima da sua mão esquerda. Você terá que segurar o manete e fechar completamente na sua mão. 
  9. Colocar na primeira marcha. O seu pé direito tem que estar apoiado no chão, e o esquerdo, que é o do lado do descanso (normalmente), vai passar a marcha, pisando o pedal. Um clique para baixo é colocar na 1º marcha. 
  10. Fazer meia embreagem. Você vai soltando a embreagem devagarinho, até ela chegar na metade ou em um ponto que a moto ande. O próximo passo ajuda nesse processo. Se soltar demais, a moto "morre".
  11. Impulsionar a moto para frente com o pé direito. Na aula, o instrutor ensina a dar um impulso com o próprio pé para a moto andar, para que você não precise girar o acelerador (ele põe um pino para impedir que o aluno, nas primeiras aulas, gire o acelerador e chegue à China ou emergência).
  12. Equilibrar-se. Se os passos precedentes forem executados perfeitamente, você estará andando a pouquíssimos km/h. Alguém que já andava de bicicleta antes pode ter mais noção de equilíbrio.
  13. Frear. Era o que eu mais queria saber. Seria o SOS perfeito se algo desse errado. O freio estará ao alcance do seu pé direito. Você deverá pisar no freio e simultaneamente apoiar o pé esquerdo no chão, caso contrário, a motocicleta poderá cair sobre você.
As dicas para obter um bom desempenho e ganhar a 1º habilitação de moto são simples: o ideal é usar o mesmo veículo dos treinamentos e a mesma didática, se estiver dando resultado. E lá, naquele nervosismo, fazer tudo o que aprendeu, sem muita criatividade. Comprei sete aulas que duravam 50 min cada, estou achando que será suficiente. Analise o seu progresso e só eventualmente compre mais aulas.

É isso. Resolvi compartilhar o pouquinho que aprendi com vocês, com todas as limitações de uma autoescola, é claro. Percebo o quanto o nosso trânsito é caótico também por causa da falta de educação dos pilotos. Infelizmente na autoescola - e acredito que isso seja uma característica do país todo -, você apenas aprende a passar na prova do Detran. Não entendo como o país continua sem perspectiva de um futuro mais promissor, sem investir verdadeiramente em educação de todo tipo. Só esse ano, em Pernambuco, 71.462 carteiras de habilitação foram emitidas (do tipo primeira habilitação). Isso significa que, em teoria, mais de setenta mil pessoas já sabem dirigir. Decerto uma ilusão, já que você não é ensinado a se comportar no trânsito. É só visualizar as estatísticas assustadoras de morte do Estado para comprovar que algo está errado. A única movimentação que vi do governo foi criar o CEPAM (Comitê de prevenção aos acidentes de moto em Pernambuco). As ações incluem educação no trânsito, palestras educativas, fiscalizações e capacitações de equipes médicas. Acho a campanha bem apelativa, já que estampa fotos de acidentados que perderam os pés ou as pernas, por exemplo, nos acidentes. Causar medo e ensinar não são atitudes de mesmo significado para mim.

E vocês, já dirigem? Pilotam? Como foi a prova? Estou ansiosíssima!




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Maira Gall