A história dessa americana de Ohio é emocionante e bastante vívida. Gostaria de humildemente me arriscar, contando o início dela (já que Amy está firme e forte nesse mundo) de forma um pouco mais detalhada e menos seca que as notícias que vi há um tempo.
Por causa de sua condição genética, Amy nasceu cega, e os médicos já trataram de entregar aos pais uma lista de coisas que ela nunca poderia fazer na vida. Essa poderia ser uma história predominantemente triste se as pessoas envolvidas quisessem dessa maneira. Mas aqueles doutores estavam errados. Por sorte, os pais de Amy também acharam isso, e buscaram todas as formas de ajuda para a filha albina.
Ao longo de sua infância e adolescência, as visitas aos médicos ousados e cheios de vontade de fazê-la enxergar, deram resultados incríveis para quem não via nada. Por meio de tratamentos e cirurgias, ela foi capaz de enxergar, mas não plenamente. Explico: sua visão é distinta. A própria fotógrafa chama de “shadow vision”, como se apenas enxergasse sombras e leves contornos. A verdade é que nunca poderíamos saber como é ter o olhar de Amy, mas ela tratou de transformar sua misteriosa visão em arte.
A deficiência visual certamente não impediu Amy de seguir o sonho de ser fotógrafa. Aos 16 anos ela começou a se interessar pelos estudos da área. O seu medo de perder algumas memórias também incentivou essa paixão, segundo esse quote:
"I became obsessed with taking photos to document things I might forget".
Sinto-me tão próxima a Amy, também fotografo por isso (mas eu realmente devo ter algum problema neurológico, assusto-me com a facilidade de esquecimento da minha mente)!
A paixão dessa estadunidense também gera os trocados no final do mês por intermédio da empresa Best Day Ever. Um diagnóstico de cegueira, quando mais jovem, e um diploma e trabalho de fotógrafa. Não é incrível? O site tem um design muito acessível e bonito, além de ser uma fofura. Considerei um ótimo exemplo de comunicação entre prospectos desse serviço, afinal, não estão sendo vendidos produtos concretos, como refrigerantes. São fotografias, momentos, memórias, sentimentos eternizados. A comprovação disso está na frase que vem após o nome da marca (Best Day Ever): We wanna be there with you. Simples e genial. E com corações vermelhos, oun!
Há, ainda, seu projeto de 1000 dias. Ela começou em 2009 e agora está terminando. Aquele desafio básico: todos os dias fazer uma imagem - alguém, além de mim, lembrou do #365project? E quem, além de Amy, encara um projeto diário que objetiva mil fotografias no final? O resultado varia de acordo com o comprometimento com o projeto, por exemplo, nas fotografias de Amy, você consegue perceber o crescimento dos filhotes dela. Isso não é admirável?
"I became obsessed with taking photos to document things I might forget".
Sinto-me tão próxima a Amy, também fotografo por isso (mas eu realmente devo ter algum problema neurológico, assusto-me com a facilidade de esquecimento da minha mente)!
A paixão dessa estadunidense também gera os trocados no final do mês por intermédio da empresa Best Day Ever. Um diagnóstico de cegueira, quando mais jovem, e um diploma e trabalho de fotógrafa. Não é incrível? O site tem um design muito acessível e bonito, além de ser uma fofura. Considerei um ótimo exemplo de comunicação entre prospectos desse serviço, afinal, não estão sendo vendidos produtos concretos, como refrigerantes. São fotografias, momentos, memórias, sentimentos eternizados. A comprovação disso está na frase que vem após o nome da marca (Best Day Ever): We wanna be there with you. Simples e genial. E com corações vermelhos, oun!
Bastante expressiva, Amy fotografa os momentos que vive e que sente (me identifiquei de novo, dona Amy). O incrível é que a sua forma de enxergar o mundo é aproveitada diretamente em seus trabalhos. A citação da Amy que resume isso diz:
"Nem todos os meus dias serão bons, nem todas as minhas fotos serão boas, mas elas irão me refletir".
Bom, minha querida Amy, então sua vida é fantástica praticamente todo dia, mesmo com os prováveis perrengues.
"Nem todos os meus dias serão bons, nem todas as minhas fotos serão boas, mas elas irão me refletir".
Bom, minha querida Amy, então sua vida é fantástica praticamente todo dia, mesmo com os prováveis perrengues.
Fazer a seleção de quase mil fotos é bastante difícil para quem não tem tanto tempo (hello, everybody!) e, sobretudo, quando a maioria das fotos consegue persuadir suas escolhas e aquecer seu coração. Achei interessante a qualidade e o quanto as fotos dizem sobre os dias de Amy. De maneira decrescente, vi quase a metade do projeto, vendo até a 560º imagem.
Essa fotógrafa, mãe de Alice e Little Man (os apelidos dos maravilhosos filhotes) e esposa de Aaron (que conheceu na faculdade de fotografia, naquelas salinhas escuras de revelação, hum) virou uma espécie de exemplo vivo para mim. Mesmo com suas limitações visuais, ela conseguiu a façanha de exercer um trabalho invejável (e rentável, detalhe) que tem como premissa justamente um dos seus sentidos limitados. Aliás, acredito que limite não seja uma palavra muito usada no vocabulário de Amy. Deve estar mais presente nos laudos médicos desesperançosos.
Senti uma alegria tão grande com a história que tentei entrar em contato com ela. Escrevi um e-mail curto pois pensei que assim eu tivesse mais chance de ser lida e respondida. Elogiei o trabalho e sua paixão pela arte, e depois perguntei algo mais técnico como se ela usava algum equipamento especial para as fotos. Para minha surpresa, em menos de duas semanas recebi uma resposta delicada e meiga da artista desses retratos (destaquei em negrito alguns pontos motivadores):
Hi Aline,
No, I don't use anything special really. I guess if there is one tool I use to help aid me in my decision making during shooting it would probably be a loop. Loops are normally used to look at negatives on a light table, but I have found it useful on so many different occasions. I had to buy it back in college for my first photography class and ever since then it has been in my camera bag!
I was born blind, but over time, with the help of doctors and surgeries, I have regained some sight, making me still legally blind, but not completely blind as I once was. I feel that I can see well, but that is purely because I know no other way! So, I have adapted to my visual condition and have learned to live around it. With my camera I learned how many clicks of the dial will take me to whichever f-stop or shutter speed I am wanting, and I am able to see the light meter within the viewfinder to know when something is correctly exposed. I guess you could say I have come up with little tricks on how to get around my condition :)
Hopefully that helped explain things more!
Não é de se inspirar?



















