quinta-feira, 12 de abril de 2012

Meme o quê?

Esse foi o primeiro meme que recebi! Imagine o quanto fiquei emocionada, haha. Por isso demorei um tempo para postar. Fui indicada pelo Pablo, um fofo. E, só para constar, isso é uma motivação para continuar postando no blog. Então, agradeço alegremente!

REGRAS
• Write 11 (random) things about yourself on your blog;
• Answer the questions the tagger set for you and create 11 new questions for the people you tag;
• Choose the next 11 people to tag and link them on the post;
• Go to their page and tell them you have linked him or her;
• No tag backs;
• You must post these rules.

Abaixo o meme é iniciado:

{11 coisas aleatórias sobre mim}

01 - Amar, comer e dormir são grandes paixões.
02 - Apesar de me sentir triste com as pessoas que me magoam de alguma forma, quero sempre resolver tudo para ficarmos bem. Sou fraca e péssima para guardar rancor. Mas não sou estúpida.
03 - Esqueço de memórias ruins e até aquelas boas que não servem mais para nada, já que provavelmente não poderão mais ser vividas.
04 - Namoro há quase quatro anos e já passamos por milhares de experiências interessantes e incomuns. Ele me dá motivação para viver.
05 - Apesar de tudo, acho que sou uma workaholic. Gosto muito do meu trabalho.
06 - Não sei o que é tédio.
07 - Vivo predominantemente o presente, lido um pouco mal com o passado e por vezes tenho medo do futuro.
08 - Como muito mas não engordo na mesma proporção. Ou quase não engordo, apesar de ultimamente estar agoniada com uma saliência na barriga.
09 - Gosto de quem me dá atenção. Geralmente gosto de quem gosta de mim.
10 - Ao caminhar, imagino a história das pessoas desconhecidas e gostaria de ter sempre uma câmera por perto.
11 - Sou inconstante e gosto de mudar sempre para o meu melhor. Portanto, as questões daqui podem estar obsoletas em alguns dias, meses ou anos. Precisaria de outro meme para comparar as respostas!

{Minhas respostas para as 11 questões do Pablo}

1. Você é impulsivo?
Algumas vezes. E quando sou, geralmente surpreendo as pessoas. E me surpreendo também, além do mais, respiro uma felicidade inexplicável nesses momentos. E tomo atitudes bem incomuns, dignas de histórias.

2. Você respeita as pessoas ao seu redor?
Muito. Adoro diversidade, sem hipocrisia, e tento respeitar tudo e todos, mas com um senso. Por exemplo, não consigo ter respeito por pessoas preconceituosas, mas estou tentando me afastar delas, quando não consigo persuadir suas mentes impuras, haha. Também tenho que respirar repetidas vezes quando sou obrigada a estar num ambiente em que as pessoas são diferentes de mim em relação ao meu gosto musical.

3. Já cometeu algum deslize muito tenso?
Já, na minha opinião. Muito tenso! Coisa de vida ou morte. E secreta.

4. Se pudesse comprar algo bem caro hoje, o que seria?
Um carro. Ando me estressando demais com os transportes públicos de Recife, uma lástima.

5. Se pudesse proibir um gênero musical, qual seria?
Gente, seriam muitos. Não quero me comprometer muito para não assustar ninguém, mas definitivamente eu aboliria dos meus ouvidos o gênero sertanejo. Minha irmã adora, e eu sofro claramente com isso. Existem outros.

6. Uma música que marcou/descreve sua vida.
Invincible, de Muse. Prestem atenção à letra da música e suspirem <3.

7. Acha que o mundo pode acabar esse ano? Tem medo disso?
Não acredito nisso, logo, não tenho medo. Acho que só tenho medo de Aliens.

8. Se pudesse mudar para outro país, qual escolheria?
Inglaterra, Londres! Eu sei, é clichê, e é super caro. Mas eu iria amar todos os detalhes da cidade todos os dias!

9. Dia ou Noite?
Tanto faz, contanto que seja feliz, ou pelo menos bem aproveitado :). Ah, para fotografar eu escolheria dia.

10. Inverno ou Verão?
Na minha cidade não podemos dizer que existe um Inverno com aquele frio gostoso, e que eu possa abusar da moda Inverno, então sou frustrada com essa estação. Mas prefiro o Inverno.

11. Cinema ou Teatro?
Seria palhaçada eu dizer que prefiro Teatro a Cinema, pois assisto a muitíssimos filmes e sou uma louca por eles. Acho Teatro transcendente, mas confesso nunca ir a peças. Isso é bem triste e algo a se pensar.

{Minhas 11 perguntas}

1. Qual o motivo de ter criado o blog?
2. O que estuda/qual a sua profissão?
3. Qual o seu hobbie predileto?
4. Tem algum preconceito?
5. Você é feminista como eu (feminismo = igualdade entre os sexos)?
6. Já viajou para algum lugar distante da sua cidade? Como foi?
7. Que filme maravilhoso você indicaria?
8. E livro, até agora já se encantou por algum?
9. O que falta na sua vida?
10. Faz algo para mudar o mundo?
11. Afinal, o que é felicidade para você?

{Meus 11 blogueiros}

É bem simples. Basta escrever 11 coisas sobre você, responder as 11 perguntas que eu fiz e criar 11 perguntas para as 11 pessoas que você vai indicar! 

No meu caso, foi bem forever alone, pois tenho poucos amigos blogueiros e dos poucos, suponho que poucos curtam essa ideia do meme. Mas viver é tentar, certo? Espero ver respostas por aí.

E ah, nova regra para os blogueiros menos populares: se você tiver menos de onze pessoas para indicar, modifica o meme para a quantidade ideal :). Só não deixa de fazer.


Update: Gente, eu devo ter copiado algo diferente, haha. As três perguntas iniciais do Pablo na verdade eram as seguintes:

1. O que é ser feliz pra você?
Ter amigos fantásticos, um namorado incrível, uma família que me apóia, um trabalho motivador e ter tempo para estudar e fotografar. E, sobretudo, estar satisfeita fazendo o que quero.

2. O que você faz quando está entediado de fim de semana? 
Nunca fico entendiada, tenho sempre muitas coisas pra fazer!

3. Qual foi o último livro que você leu?
Desventuras em Série - Inferno no Colégio Interno.

Achei melhor não excluir as demais, então esse meme teve três respostas bônus - o que quer que isso signifique.



sexta-feira, 30 de março de 2012

Sobre o andamento do 365Project

É claro que não sou uma fotógrafa, se é que ser fotógrafo é ter curso técnico e superior. Ou trabalhar com isso. Ou qualquer outro estereótipo. Admiro enormemente quem o faz por prazer e por dinheiro, simultaneamente, já que estamos em um mundo predominantemente capitalista e, se não tem grana, como viveremos, meu amor? Admiro também quem estuda, mesmo que por hobbie, essa arte. 

Só sei que gosto de fotografia e até que eu mesma mude de opinião, vou continuar inclinada para esse ramo - mesmo que ninguém aprove, ou que ninguém aprecie minhas fotos amadoras. 

Com apenas dezesseis fotografias registradas no projeto anual, refleti sobre meus ângulos, minhas composições, minhas distâncias focais e meus ISO. Também relembrei qual a velocidade usada, além da escolha das fotos, das edições, das situações, dos pedidos: "Posso postar aquela sua foto em meu projeto? Por favor? (Duas musas foram Anny e Inercya - elas também escrevem com a alma)".

Comecei a entrar em pânico. A duvidar das minhas criações. Eu já estava com aquele pensamento: vou desistir, afinal, a quem estou enganando? Iniciei o processo de enumeração de pessoas que achavam apenas a palavra ridículo ecoando pelas minhas imagens, apesar de que, outrora, escrevi, na carta de um conto: Que tipo de pessoa afasta a felicidade?. Humanos são contradições ambulantes.

Fiquei imersa em pessimismo por algumas horas, até chegar na seguinte ideia de João Bittar (faleceu aos 60 anos em 2011), fotógrafo brasileiro que trabalhou nos principais veículos de informação do país: “Você fotografa o que você é. Então se você é uma pessoa vazia, sem opinião e sem cultura… você vai fotografar isso.” 

Para retratar o fotojornalismo de Bittar.

Fiquei tão animada com o que ele escreveu. Eu sei que não sou uma pessoa ruim. Também sei que sou aquele tipinho que carrega a utopia de mudar o mundo, mesmo que ao redor, aos poucos, devagarinho. 

Ora, a minha arte, que seja pseudo pra outrem, me faz feliz. Tenho que acreditar nisso. É claro que sempre quero mais, como tudo em minha vida: aprender mais, quero novos cenários, novas técnicas, ou simplesmente eternizar momentos infinitamente jocosos - não quero esquecer de nada, quero ousar em tê-los para sempre, mesmo que só para mim.

Também pode parecer besteira, como a maioria das paixões. E sim, por um lado é. 
Mas se algo nos faz feliz, há outro motivo maior para separar esse sentimento tão bom?  

{15/365}

sexta-feira, 23 de março de 2012

Carta entregue

Garoto franzino, deitado na rua. Estava sozinho pois seus amigos (espero nunca o tê-los) o deixaram. Vagava com o olhar os primeiros transeuntes da Conde da Boa Vista. Luz (já) forte do Sol de Recife, início da manhã. Tentou raciocinar qual ônibus pegaria enquanto procurava nos bolsos alguma moeda para se hidratar - a noite tinha sido de muitas cachaças e promessas desfeitas. 

Enquanto se remexia em sua calçada, sentiu um vento gostoso, que simultaneamente trouxe um papel para perto dele. A princípio ficou feliz, pois confundiu com uma cédula capaz de comprar sua necessitada água, mas ao apertar os olhos pequenos, visualizou algo raro: uma carta.

De supetão, ajeitou-se sentando no meio-fio, e leu em voz baixa parte do que dizia:

...Vamos aproveitar a sorte de termos nos conhecido, mesmo nessas circunstâncias. Vamos pensar menos e fazer mais, afinal nos damos bem. Estou criando dramas, pois isso também faz parte do meu ser. Mas não está dando resultado, não está sendo benéfico para nenhuma parte. Então vamos aproveitar nossos momentos juntos, mesmo sabendo que são efêmeros, mas o que não é nessa vida? Vamos deixar a tristeza de lado, quero você numa outra dimensão. Vamos sonhar juntos quando tivermos oportunidade? Vamos nos unir por pensamentos livres e libertinos? Vamos nos guiar por um tipo de amor que eu nem sabia que existia! Fico tão feliz com você. Que tipo de pessoa afasta a felicidade? Vamos ser os personagens de uma fantasia, vamos transformar nossas histórias em um livro. Vamos, venha comigo. Pegue a minha mão, acaricie meu rosto e fique um pouco mais baixo para eu te abraçar forte. Quero senti-lo perto de mim. E em mim também. Vamos aproveitar as folgas, que serão os dias que poderemos nos ver. Não, não pare de me acariciar com as suas poderosas palavras. Você me acorda com elas. Depois de ouvir suas gravações ou ler suas escritas, já não consigo mais dormir, fico com vontade de reler ou de qualquer outra coisa, menos continuar a dormir. Fico com medo de perder tempo,  não quero perder tempo, só se for para estar com você...

Não quis mais continuar. O garoto, apesar de ainda bêbado da noite anterior, estava lúcido. Pensou demoradamente sobre o assunto, e concluiu como o amor (ou a ideia dele) pode ser cruel, enganoso e doloroso: dopa de felicidade inquestionável o indivíduo contaminado - com muitas ilusões e promessas, vide carta - mas incorre em sequelas verdadeiramente profundas, e (infelizmente) várias vezes pungentes.

Apesar de claramente sagaz, pegou um ônibus errado e cochilou nele, chegando a um bairro totalmente desconhecido da cidade. Entrou em pânico e temeu por não conhecer nada, ao vislumbrar sua volta. 

Percebi que o tal menino falou de amor com uma prioridade inexistente. Amor pode ser tudo. O teor negativo que ele deu a essa força colossal, era por ter medo do desconhecido. Ele era um pessimista ébrio.

Afinal, entendi: O amor é um negócio cheio de surpresas de toda natureza. É coisa de quem está vivo. É para os corajosos que aceitam entrar em um mundo desconhecido. Ou em um bairro qualquer. 


segunda-feira, 19 de março de 2012

De quando eu quase morri

Era uma vez um amigo, destemido.
Eu estava perto de estender as mãos para o infinito.
O amigo, mesmo que um pouco debilitado, procurou para nós um abrigo.
Estendeu suas mãos nessa situação de perigo.
Salvou a minha vida e nem me botou de castigo.
Quando eu acordei, ele surpreendentemente perguntou: Quer casar comigo?






© Escreva carla, escreva
Maira Gall